Autor em Destaque: Caléu Nilson Moraes

Saudações literárias, queridos Livreadores! Tudo bem com vocês? Espero que sim! Vamos iniciar mais uma semana com uma super novidade, mais um autor em parceria com o Livreando. Vamos conhecer um pouco mais sobre o Caléu Moraes. Bora conferir o post completo? 

Eu, senhoras e senhores, me chamo Caléu Nilson Moraes. Lamento. Todavia, gosto mui-to deste nome terceiro-mundista que reúne os delírios de dois cartunistas e de meus pais. Nasci em Santa Catarina. Sou taurino e minha mulher, desta vez, se chama Echeli. Com estas duas coisas fico feliz, porque graças a elas sigo escrevendo. Sou escritor por aci-dente. Minha vocação é, em verdade, a de prestidigitador, como minha mãe, que fala com os mortos. Entretanto, por me atrapalhar com meus truques, decidi me esconder na literatura. Em meu caso, escrever é um grande mérito, porque sou muito bruto. Felizmen-te, as palavras chegam rápidas e vou escrevendo um monte de coisas. Isto me garantiu que, até agora, tenha empilhado mais de uma dúzia de romances longos e outros tantos curtos. Como estamos, todos, submetidos aos azares da vida, consegui publicar apenas um livro de contos. Nunca falo de literatura porque não sei o que é. Além disso, estou certo de que o mundo seria o mesmo sem ela. Por outro lado, tenho certeza de que seria muito diferente se não houvesse, por exemplo, a polícia. Penso, portanto, que teria sido mais útil se, ao invés de escritor, eu tivesse me dedicado ao terrorismo. Para concluir, defendo veementemente a divisa de Voltaire: se não existisse o plágio, teríamos de in-ventá-lo. 

 Conheça sua obra: 

Na era (paranoica?) da informação o Guia Literário para Machos, de Caléu, e publicado pela Editora da UFSC, não é, segundo o escritor Carlos Henrique Schroeder, “um amontoado de clichês, pastiches ou contos mela-cueca”. Vencedor unânime do concurso Silveira de Souza, promovido pela editora, o livro abre um espaço de convivência para autores como Ginsberg, Guimarães, Doris Lessing, Machado de Assis, Henry Miller, Rubem Fonseca, Ernest Hemingway e até para o dublê de ator Steven Seagal, o macho por excelência. Nativo de uma cidade com 15 mil habitantes, Santa Cecília, na serra catarinense, Caléu Nilson Moraes, mestre em antropologia e doutor em estudos da tradução pela UFSC, diz que o Guia é para os machos encontrarem respostas na literatura para os problemas da vida. “Os contos, em conjunto, formam um tipo de manual”.

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