Resenha: Joyland

Título Original: Joyland Autor: Stephen King | Editora: Suma de Letras 
Páginas: 240 | Ano Lançamento: 2015 

O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença grave. O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais. 

 Análise: 

Saudações literárias, queridos livreadores. Tudo bem com vocês? Espero que sim! Vamos começar 2018 com muitos livros lidos e resenhados, séries assistidas e quase nada de vida social. Ah! Teremos muitas novidades em 2018, fiquem ligados! Pra começo de conversa, vamos falar de livros!
“Quando se trata do passado, todo mundo escreve ficção.” Pág 33. 
Iniciando 2018 com um livro do mestre do terror, o inigualável Stephen King. Em “Joyland” ele buscou de uma forma plena e linear um misto de amor e suspense, com uma pitada de assombro. Toda premissa e aventura começa com o jovem Devin Jones, quando encontra um trabalho temporário no parque Joyland, o motivo? Esquecer à namorada que partiu seu coração, em se tratando do mestre King, esse é apenas um adicional na história, muita coisa está por vir.
 “Tantos anos depois, nesses velhos delírios febris sobre o passado, ainda espero que ela tenha se decepcionado. O amor deixa cicatrizes.” Pág 38. 
Linda Grey foi morta no parque, diz à lenda que o seu espírito assombra o trem fantasma, do qual foi assassinada, tendo seu pescoço cortado por uma navalha. Devin fica fascinado por essa lenda e acaba embarcando em uma investigação para encontrar o verdadeiro assassino, juntando todas as peças de um quebra-cabeça complexo, com muitas pontas soltas e perguntas para serem respondidas.

Stephen King tem uma incrível habilidade com as palavras, não espere aquele frio na espinha, dessa vez é uma história com suspense, drama e uma pitada de sobrenatural, um tempero extra. Toda história é bem fluída, segue em um plano forte e intendo, prendendo o leitor logo nas primeiras páginas. Posso considerar essa obra literária, sendo um thriller de suspense policial.
“Acho que ela derramou as cinzas na beira do mar, mas eu estava olhando a pipa, e, quando vi a cinza fina escorrendo dela, levada pelo céu com a brisa, soltei a linha. Observei a pipa completamente livre subir e subir e subir.” Pág 238. 
A maior parte da história é ambientada no parque de diversão Joyland, com toda magia de brinquedos e encantos para criançada.

Mestre King mostra um nível ímpar da construção dos personagens, ele trabalhou todos os aspectos dos personagens primários e secundários, suas peculiaridades e modo de vida. Joyland não é apenas um livro de mistérios, é uma obra que faz uma reviravolta em nossos sentidos, indo do amor ao ódio no virar de uma página. Mestre King sabe prender um leitor.


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