[Crônicas de Domingo] E a metamorfose continua! Mariane Helena








“Modificação, resolução, conversão,
Não sou mais o que era.
Eu cresci, mudei, me recriei,
Troquei o chão pelo ar.
Deixei de prostrar-me e decidi voar!”
(Trecho do livro – Metamorfose em palavras)


Não há dia sem a metamorfose da noite. Não há chuva sem a metamorfose da nuvem. A metamorfose faz parte da vida; mazelas e alegrias se fundem para nos revolucionar. Nosso casulo nada mais é do que um mergulho profundo dentro de si mesmo. A vida tem suas fases, tudo se transforma, A única constância é: a mudança!

  Bem dizia Rubem Alves:” A alma é uma borboleta. Há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento de uma grande metamorfose.” Ou seja, todos nós estamos fadados a momentos de solidão e um confinamento interno, deixando para trás tudo fomos (pois somente quem abre mão de quem é, se transforma naquilo que se pode ser), tudo que já foi nosso... até o momento em que essa crisalida não nos couber mais.

É necessário esse período de transição e adversidades. É somente nas fases de maior adversidades que surgem as grandes oportunidades. Oportunidade de crescimento e amadurecimento. Pois o infortúnio é como um vento forte arranca tudo de nós; e o que fica é realmente o que é nossa essência.

Pensemos na metamorfose das borboletas: Enquanto lagarta, ela rasteja no chão por entre folhas... Sem ser notada, sem nenhum valor. Até que chega o momento em que ela deve escolher entre correr o risco de se apertar em um casulo dependurada e enfrentar um período de enclausuramento e solidão, ou correr o risco de passar o resto na vida rastejando. Não sendo o bastante, ela também escolhe, permanecer apertada ou passar pela dor de se desapertar, e ter força necessário com suas frágeis asas como em botão florir.

Ai está a nossa bela arte da vida, viver em equilíbrio. Saber o momento certo de desistir ou suportar. Eis a essência da paz interior: viver o que realmente é;  é concluir o ciclo, a travessia!

E você está disposto a ousar fazê-la? Preparado para concluir sua metamorfose?
Que sejamos aprendizes das borboletas, que sejamos corajosos para vencer as ventanias que nascem dentro de nós. Que sejamos constantes em nossas mudanças, mesmo que para isso seja necessário passarmos por longas e silenciosas metamorfoses.

Mariane Helena




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