[Crônica de Domingo] A arte de gerar pérolas



"Façamos da interrupção um caminho novo.
Da queda um passo de dança,
do medo uma escada,
do sonho uma ponte, da procura um encontro!"

A vida é uma eterna escolha! Renúncias... Decisões... São os ingredientes que compõe a nossa história e ditam qual será o futuro que nos espera.

O que somos depende da escolha que fazemos com aquilo que a vida nos dá hoje. O que nem sempre é fácil! È até clichê ouvir falar da famosa frase: “Faça do limão uma limonada!” Mas mais difícil que colocar um pouco de açúcar no que está azedo, é transformar uma calamidade na sua maior benção.

A metamorfose faz parte da nossa rotina, faz parte de nós. A noite se transforma em dia, água se transforma em nuvem, o inverno em verão... Como nós também; estamos em constante mutação e isso se deve justamente as dificuldades que surgem no nosso caminho e nos obriga a mudar.

Veja as pérolas, como diz o poeta: “Ostra feliz não faz pérola.” As pérolas nascem da escolha da ostra perante a adversidade; a decisão de transformar um infortúnio em uma preciosidade.

Imagine a dor de ter um grão de areia ferindo o seu corpo frágil, encapsulado, sem chances de você se livrar? Como você reagiria? A ostra opta por envolver esse rejeito em amor, gerando a partir de uma forma áspera, dura e cortante, uma superfície lisa, brilhante e arredondada, que além de não causar mais dor, torna-se algo raro, único e com um valor inimaginável para uma simples ostra.

E se até um molusco perante um revés tem em si esse poder de transformação, quanto mais cada um de nós, munidos de todo nosso potencial, oportunidades e capacidade de superação e adequação nato em nossa humanidade.

Tudo consiste na decisão de o que fazer com aquilo que a vida nos deu. Reclamar? Ou solucionar? Se acomodar? Ou transformar? Sofrer eternamente? Ou viver de um jeito novo?
Não importan o tamanho do desafio  ou o quanto dói, o que importa de verdade é a força que você está disposto a empregar para mudar esse quadro.
Está em você o dom de gerar pérolas!


Mariane Helena


Um comentário

  1. Lindo texto. Eu tento fazer o exercício de sempre ver o lado bom em tudo o que me acontece. Dá certo? Nem sempre, mas é tentando que a gente chega lá, não é?

    Vidas em Preto e Branco

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