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Uma das principais obras do século XX, “O diário de Anne Frank” até hoje emociona leitores no mundo inteiro e não sai das listas de livros mais vendidos no Brasil. Quase um século depois, no sótão da casa de Buddy Elias, primo de Anne Frank, em Basileia, foi encontrado um maço com mais de mil cartas, documentos e fotos – que dão ainda maior significado para a história da família e, ao mesmo tempo, colocam em evidência os relatos da própria Anne. Narrada pela esposa de Buddy, Gerti Elias, e pela escritora Mirjam Pressler, “A história da família de Anne Frank” tece um retrato envolvente e cativante de uma das mais famosas famílias judaicas vitimadas pelas atrocidades da Segunda Guerra Mundial. Além de relatos como os das férias na casa dos Frank em Sils Maria, Alpes Suíços, no verão de 1935, o livro traz ainda uma série de fotos e documentos inéditos. 

Autor de obras como “Minha mãe se matou sem dizer adeus”, vencedor do Prêmio APCA de melhor romance de 2010 e finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2011 e do Jabuti 2011; e “O mendigo que sabia de cor os adágios de Erasmo de Rotterdam”, vencedor do Jabuti em 2013, Evandro Affonso Ferreira escreve mais um poderoso romance. Aqui, o autor constrói um painel sombrio da proximidade da morte. Formado por cacos da existência do narrador, a obra nos apresenta um personagem poderoso que, mesmo no crepúsculo pessoal, cultiva a necessidade humana de compartilhar – ainda que seja o próprio fim. 


Oscar é o melhor amigo e vizinho de Meg. Ele tem o incrível dom de consertar qualquer problema assando tortas de maçã perfeitas. Mas nem suas renomadas tortas conseguem aplacar a tristeza de seu pai, ainda de luto pela morte da esposa. Quando Meg recebe a notícia de que irá se mudar para a Nova Zelândia por seis meses – assim como Oscar. Para piorar tudo, a casa de Meg é alugada pela família da terrível Paloma Killealy, que inventa todo tipo de mentiras sobre o garoto na escola. De repente, Oscar desaparece. Sua bicicleta e suas roupas são encontradas no litoral, e todos acreditam que o pior aconteceu e ele cometeu suicídio. Mas Meg tem certeza que não. Com a ajuda do irmãozinho de Oscar, ela decide investigar o paradeiro dele, e por mais difícil que seja, nunca abrir mão da esperança. 
Nos anos 1960, dois funcionários de uma indústria química sofrem uma grave intoxicação ao limparem um de seus tanques. Apenas um deles sobrevive, mas seu estado de saúde é crítico. Enquanto isso, em Chinatown, vinte e dois idosos do bairro morrem de forma inesperada e, segundo a perícia forense, todos eles beberam água mineral da mesma marca. Nas garrafas, uma quantidade mortal de arsênico. A princípio, o único elo entre esses acontecimentos é Samuel Hamilton, jornalista que está apurando os dois casos. Em sua busca pela verdade – e por um novo furo de reportagem –, ele irá se deparar com um complexo quebra-cabeça que revela uma rede de intrigas e lutas pelo poder na cidade. 


O conceito de “ser preguiçoso” foi criado há milhares de anos pelas religiões e filosofias do Extremo Oriente. É o que os sábios chineses chamam de WU-WEI: uma maneira natural de ser, um estado de fluxo em que o corpo está relaxado e a atenção está focada. Apresentando uma série de atividades simples e rápidas, Laurence Shorter mostra que ser preguiçoso pode ser o segredo de uma vida plena, feliz e até mesmo mais produtiva. Com ilustrações inteligentes e divertidas, este livro vai ajudá-lo a encontrar o seu ritmo sem precisar de anos de meditação ou terapia. 


De onde vem essa extraordinária necessidade de crença que em toda parte invariavelmente encontramos no homem? O autor se questiona através do exame de figuras históricas do divino, que vão do Totem ao Povo e ao Proletariado, passando pela Physis dos gregos, pelo Deus dos monoteísmos e encontra no real um motivo para essa propensão irresistível para se alienar ao Outro. O homem é um ser inacabado. Essa falta verificada em sua natureza e evocada por tantos pensadores, de Platão a Lacan, é hoje confirmada pela ciência com a teoria da neotenia, mostrando que o homem, no nascimento, é um prematuro. Por isso é que, para efetuar sua subjetivação, ele precisa inventar seres sobrenaturais nos quais deseja acreditar como se existissem realmente. Mas que acontece quando, tal como hoje, assistimos à morte de Deus – anunciada por Nietzsche há um século? O ser humano, se já não se aliena a um Outro, estaria de agora em diante condenado ao radicalismo desesperado e desesperador dos fundamentalismos, à depressão frente a um mundo dessimbolizado ou à tentação de se recriar, mais bem-acabado, com o apoio das tecnociências? Estaríamos assim, em meio ao caos religioso e ao desalento galopante, em marcha para uma pós-humanidade? Estaria a espécie humana radicalmente ameaçada? São questões cruciais que não podem ser examinadas sem que se articulem campos de conhecimento diversificados: a antropologia, a história, a filosofia política, a estética e a psicanálise.
O deus nórdico Loki despertou a curiosidade do grande público depois de ser interpretado pelo ator Tom Hiddleston na série de filmes “Os vingadores”. Aqui, a autora Joanne M. Harris conta a história do deus cuja notória reputação é a de orquestrador de trapaças e enganações – mas por seu lado da história. Nascido demônio, Loki é visto com profundas suspeitas por seus companheiros deuses, que jamais o aceitarão como um deles; por conta disso, ele promete se vingar. Mas enquanto o deus-demônio planeja a derrocada de Asgard e a humilhação dos seus opressores, poderes maiores conspiram contra os deuses e uma batalha é arquitetada para mudar o destino dos Mundos. Do recrutamento por Odin do reino do Caos, através dos anos como solucionador de problemas de Asgard, até a perda do seu posto no desenrolar para o Ragnarök, este é o Evangelho de Loki, a sua longa e curiosa versão da história. 
Guy Ableman é um romancista apaixonado pela mulher, Vanessa, uma ruiva deslumbrante, contraditória e assustadoramente estressada. O problema é que ele não está menos fascinado pela sedutora sogra, Poppy. Essas duas constituem uma presença potente que destrói a paz de espírito de Guy, fazendo-o imaginar histórias ao mesmo tempo que impossibilita de se concentrar tempo suficiente para escrevê-las. Não que alguém leia seus livros. Ou qualquer outra coisa. A leitura, Guy teme, acabou. Seu editor, consciente disso, suicidou-se. Seu agente anda sumido. Vanessa, por outro lado, está escrevendo o próprio romance. Guy não espera que ela termine, mas se apavora quando pensa que pode estar errado. A ficção pode estar morta, mas o desejo, não. A partir desse desejo, ele acredita que pode escrever um ótimo livro. 


Em “Carteiro imaterial”, Marco Lucchesi apresenta um conjunto de indagações e reflexões que passeia pela História e pela literatura de forma erudita, poética e original. Na miscelânea literária de Lucchesi, figuram personalidades próximas do autor, como o escritor Antonio Cícero, o poeta turco Ataol Behrmaoglu, o teólogo Leonardo Boff, o filólogo Evanildo Bechara, a quem ele dedica um duelo “politicamente incorreto” da escrita, e a professora e poeta Cleonice Berardinelli, colega de cadeira na Academia Brasileira de Letras.Reunindo ensaios já publicados e inéditos, “Carteiro imaterial” se dedica ainda a temas atuais da história mundial e nacional. O autor aborda a interdependência da relação entre a história do Brasil e da Biblioteca Nacional, os 450 anos do Rio, comemorados em 2015, e os perigos do Estado Islâmico.

Um comentário

  1. Oii!
    Que delicia esses lançamentos. <3
    Tem alguns que eu tô super ansiosa (tipo o evangelho de loki) e outros que eu não sabia, mas fiquei empolgada pra ler (não tive nenhum prazer em conhecê-los).
    Adorei a lista. ^^
    Beijo

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