Resenha: Híbrida

Título Original: Híbrida
Autora: Mari Scotti
Editora: Novo Século
Ano: 2013
Páginas: 360


Sinopse: Por toda vida Ellene teve a sensação de ser diferente de seus irmãos e dos moradores de sua vila, pois não adquiriu características de lobisomem como era esperado, e afastava-se cada vez mais desta natureza. Com um espírito rebelde, resolve desvendar o passado em busca de sua verdadeira origem. O que não planejava era entrar no meio de uma rixa entre vampiros, a raça que aprendeu a temer e odiar desde menina. Para piorar, seus pesadelos voltaram: sonhos com um homem misterioso de olhos ameaçadores, envolvido por uma densa neblina. Há quase cem anos a rainha dos vampiros fora sequestrada e seu marido, Milosh, desde então busca incessantemente encontrá-la. O tempo é escasso e as autoridades do Conselho desejam eleger um rei omisso e cruel em seu lugar. Na tentativa de tardar a mudança, ele se une a maior inimiga da rainha. Qualquer erro pode condená-lo a morte e subjugar todos os seus iguais. Ellene e Milosh mal sabem que o que buscam os colocará frente a frente, em uma trama de intrigas, poder, amor e ódio.

Híbrida conta a história de uma sociedade vampírica, governada por reinados, onde a sua atual rainha foi sequestrada. No meio de todo esse mundo, encontramos Ellene e Milosh. Ellene viveu em uma comunidade de lobisomens, foi adotada ainda quando criança por um casal de lobisomes e se encontra frustrada por ainda não ter se transformado. Milosh é um marido apaixonado, atraente e que não desiste em saber onde estar a sua esposa Elizabeth III, atual rainha da sociedade vampírica.

Após a descoberta inesperada sobre o seu passado, Ellene tenta descobrir o porque é diferente, e em posse de um colar com uma foto de uma mulher que supostamente é a sua mãe, é o suficientes para querer saber sua origem a fundo. Além disso, ainda tinha o fato de estar tendo sonhos e pesadelos com um homem misterioso que lhe causava certo medo. Mal sabe ela que toda a sua convicção está prestes a ser mudada, e o mundo que até então tinha como certo, também.

"Não. As pessoas mudam por vontade própria, meu amigo. Em tudo nós temos duas escolhas: ver o que de bom tiramos de uma situação ou aceitar o ruim e nos tornarmos pessoas ruins." (p. 232)

Híbrida é um livro narrado em terceira pessoa, com pontos de vistas bem amplos e apesar do enredo central ser "batido", Mari Scotti soube desenvolver de maneira atraente esse universo encantador. Milosh é um personagem envolvente, sua história prende o leitor. Ellene é uma personagem que corre atras do que quer e encara as consequências dos seus atos, mas não perde a ingenuidade que a faz singular.

O livro é cheio de mistérios e grandes revelações que conseguem segurar o leitor a cada página fazendo com que passe por várias nuances de nervosismo e antecipação. Quando o fim se aproxima, o leitor já começa a sofrer por antecipação e tenta encaixar todas as peças que foram jogadas até esse momento.

Para quem está em dúvida com relação a Híbrida, só posso dizer que é uma excelente indicação do gênero e uma ótima oportunidade para ler uma literatura nacional sem arrependimentos.

Agradecimento especial a Nat por ter organizado o Booktour (saiu Nat!) e claro, a autora pela excelente obra que nos tira o fôlego.







3 comentários

  1. Oi Tamara!

    Eu tive uma bela surpresa ao ler esse livro. Assim como você disse, o tema é bem batido, mas ela conseguiu se sobressair de uma maneira maravilhosa. É claro que alguns pontos da trama me incomodaram um pouco (a ingenuidade exagerada de Ellene, por exemplo), mas nada que tirasse o brilho da história.

    Beijo!
    http://www.roendolivros.com/

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    1. Oi Ana. O livro é realmente muito atraente, o que é bem difícil de conseguir no meio de tantas opções. Ellene tira um pouco do sério mesmo, mas ainda assim, é o coração do livro.
      Bjim!
      Tammy

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  2. Obrigada pela resenha flor, adorei saber que você gostou do livro. Prometo que na sequência a Ellene está um pouco mais madura e menos inconsequente (acho) AUAHAUAH. Espero que goste de guardião também.
    Super beijo, Mari Scotti

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