Resenha - Manhã roubada

Olá, queridos. Fui convidado para escrever sobre o livro “Manhã roubada” do escritor Horiatan V. R. Teixeira.  


Título Original: Manhã Roubada
Autor: Horiatan V. R. Teixeira
Editora: Futurarte
Ano Lançamento: 2014
Páginas: 191


Sinopse: Os poemas aqui apresentados são questionamentos do próprio autor sobre dúvidas que teve durante sua adolescência, questões sobre sua mudança de pensamento, os amores, as dores que sofreu. As perguntas que fez a si mesmo. Tudo está nas páginas desse livro, recheado de novas possibilidades para seus leitores poderem embriagar-se com suas palavras.

Primeiramente, quero deixar claro que até o presente momento, eu NUNCA li uma obra tão poética como esta. Estou em êxtase com tantas poesias e reflexões. O livro começa com “Uma noite”, texto que fala sobre a relação amigável de um casal, em que ocorre uma troca recíproca de carinho, um sentimento amoroso que ainda está se consolidando. Outro texto que me identifiquei bastante é “Metrópole”, por fazer uma reflexão da sociedade, do cotidiano urbano e da nossa pequenez, como no trecho:

Sinto-me como uma criança que acaba de descobrir algo novo. Olho para o alto e observo o quão vasta é a mente humana e quão pequeno somos. 

A vida não é tão ruim quando se experimenta o amor. A vida nada mais é do que um jogo do destino. ~Koishiteru

Esses são versos de “Koishiteru”, texto extremamente poético que observa o passar da vida, o amor e os sentimentos e também o tempo, essa contínua evolução corriqueira. Em “Ad eternum” confesso que fiquei confuso e tive uma “quebra de expectativa”: parece, mas não é. O texto aborda um cenário perfeito: uma manhã no campo, cabelos esvoaçados pelo vento, lírios e um sorriso inocente. Mas, ao final do texto, a mulher ‘revela’ ser a Mãe do Filho de Deus. Interpretei essa metáfora como ela sendo um amor inalcançável para o homem, um sentimento inatingível. 

Vários dos textos na obra podem ser interpretadas como cartas, visto que a linguagem e as palavras com teor poético, dão a entender que estão sendo dirigidas a alguém. Isso acontece, por exemplo, em “Mon Petit”, texto poético que apresenta uma declaração amorosa. 

Tu queres o sol, meu anjo? Dar-te-ei tudo o que pedires. Queres mais o quê? 

é um trecho do poema que mostra bem essa paixão humana, esse desejo árduo em fazer tudo pela pessoa amada. 

Para finalizar, escolhi o meu preferido de todo o livro: “Legado”, pois fala justamente do que um escritor deixa para a sociedade: a sua arte, a poesia, as palavras. Me identifiquei com esse poema por me causar a reflexão do que estarei deixando, enquanto escritor, para os leitores? O quão poder eu tenho de causar reflexões nessas pessoas? Dois trechos me marcaram profundamente: 

A caneta fere o papel de modo suave produzindo letras.


As palavras surgem de forma bela. 

Esses versos mostram a importância da escrita, do absorver literário, do gosto pela poesia. Estou agraciado por ter recebido esse livro para leitura. Há tempos eu não lia palavras tão lindas e organizadas poeticamente sobre assuntos tão simples como a exaltação da natureza, os sentimentos, o correr do tempo e o avançar da vida. Temas que, certamente, causaram a você leitor, catarses literárias e momentos de purificação. 

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