Do Papel Para as Telas: A Culpa é das Estrelas


Uma das mais aguardadas adaptações cinematográficas desse ano estreou no último dia 05/06/2014, e assim como a sucesso do livro homônimo, com o filme não foi diferente. Em dois dias de estréia a filme já alcançou a marca de US$48,2 milhões (aproximadamente R$108 milhões) em arrecadação nos Estados Unidos. Com todo esse sucesso e zoom, zoom, zoom, o Livreando traz para vocês a relação entre o livro e o filme dessa grande obra.


Dados do Livro

Título original: The Fault in Our Stars
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Páginas: 288
Sinopse: A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.


Dados do Filme


Título Original: The Fault In Our Stars
Distribuidor: Fox Filmes
Direção: Josh Boone
Roteiro: John Green, Michael H. Weber, Scott Neustadter
Lançamento: 05 de junho de 2014
Duração: 125min.
Elenco: Shailene Woodley, Ansel Elgort, Willem Dafoe, Laura Dern, Nat Wolff, Lotte Verbeek, Emily Peachey, Sam Trammell, Mike Birbiglia, Milica Govich.
Sinopse: Diagnosticada com câncer, a adolescente Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando com a doença, ela é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio cristão. Lá, conhece Augustus Waters (Ansel Elgort), um rapaz que também sofre com câncer. Os dois possuem visões muito diferentes de suas doenças: Hazel preocupa-se apenas com a dor que poderá causar aos outros, já Augustus sonha em deixar a sua própria marca no mundo. Apesar das diferenças, eles se apaixonam. Juntos, atravessam os principais conflitos da adolescência e do primeiro amor, enquanto lutam para se manter otimistas e fortes um para o outro.



Análise Geral

Todo leitor tem medo de uma adaptação cinematográfica, tudo isso porque, sempre acabam estragando a idealização que fazemos na hora da leitura, mas devo dizer que com ACEDE, o estrago foi o menor possível. Os principais fatos estão nas telonas, assim como muitos trechos do livro, aqueles que sempre vemos destacados pelas redes sociais e blogs diversos.

A mesma emoção e leveza que tem como destaque no livro, se manteve no filme. Durante os 125min, os espectadores vão do riso às lágrimas como se fosse montanha russa, encantando a cada passada de tomada. E não digo isso só por gostar do livro e esperar por essa estréia, a base se dar pelas opiniões de quem assistiu o filme, tanto os que já conheciam o livro, quanto os que simplesmente escolheram assisti-lo no momento em que chegaram ao cinema.

Shailene Woodley como Hazel, encantou com suas falas intelectuais e piadas em situações diversas. Momentos como "beber maconha" e sua opinião sobre a realidade de não ser esquecido, foram só alguns fatos de que, essa foi uma ótima escolha. Mas ouso dizer que foi Ansel Elgort como August, que trouxe todo o encanto do filme. Muitos foram contrários a escolha dele para o personagem, mas depois de ver a performasse dele nas telas, creio que muitos mudaram de opinião. Elgort foi o responsável pela maioria das risadas do público, tirou a carga de ser uma história pesada e cheia de sofrimento. Brilhantemente deixou o August com a cara que imaginei nos livros, com seus gestos de garoto esperto e diversas opiniões engraçadas, mostrou realmente que ACEDE não se trata somente de adolescentes enfrentando o drama do câncer.



Nat Wolff que interpreata Isaac, também encantou, e nas pequenas partes em que apareceu, se fez totalmente presente. A parte em que entra em crise por se deixado pela sua namorada gostosa, foi muito divertida, e a cara da Hazel na hora, não tem preço!
O momento na casa da Anne Frank foi da forma que imaginei, mas achei a hora das palmas meio forçada. E o que dizer da hora que August revela que seu câncer voltou? Essa com certeza foi uma linda cena, e trouxe toda a emoção descrita no livro.

Com muitos momentos emocionantes e também divertidos, ACEDE consegue mostrar ao público o porque de tanto sucesso. O recado passado pelo livro, foi alcançado através do filme, acho que o fato de John Green ter participado do roteiro, contribui muito para isso. Claro que teve algumas mudanças, e para quem gosta de ver as adaptações homônimas, já tem que estar acostumado com isso.

Para quem acha que o filme é só uma enxurrada de tristeza e drama por falar de câncer, vá ao cinema mais próximo e comprove que sua opinião a esse respeito está completamente errada. Tem drama, com certeza tem, mas isso não define o filme, o que define é que mesmo nessa situação, eles não se entregaram e se dispuseram a VIVER em seu pequeno infinito. 


Obs: Nesse post expresso a minha opinião sobre o livro, tendo como base a reação do público que vi e conversei durante as sessões. Você tem a livre escolha de concordar ou não com o que está escrito acima.













6 comentários

  1. Oiee ^^
    Estava com medo de ver esse filme justamente por ser uma adaptação. Elas nem sempre acabam boas *-*
    Fiquei encantada com a leveza do filme, ri e chorei praticamente o filme todo, até nos créditos e no trailer, acredite.
    Os atores foram ótimos, não esperava tanto...
    MilkMilks
    http://shakedepalavras.blogspot.com.br

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    1. Isso realmente me encantou Dryh, me surpreendi com a fidelidade. Os atores também estão de parabéns.

      Bjim!

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  2. Tammy, assisti o filme sábado e chorei demais! Chorei até nas partes que não era de chorar, porque ficava lembrando do bendito final. Mas, foi lindo e emocionante ao extremo, me diverti em algumas partes. Realmente o filme não é só uma enxurrada de tristeza.
    Achei a adaptação PERFEITA, foi muito fiel ao livro. Os personagens foram perfeitos, não poderiam ter escolhido personagens melhores. Amei, Amei <3

    Ahhhhhh e o Gus??? Ele é muito Lindo! Me apaixonei por ele s2

    Beijos!
    http://aculpaedosleitores.blogspot.com.br/

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    1. Exatamente! Eu também me apaixonei pelo Gus, e olha que eu estava com receio porque sai de Divergente odiando Caleb. Mas no momento em que Elgort veio com seu jeito livre, me encantei na mesma hora. Foi perfeito!

      Bjim!

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  3. Tammy, assisti o filme com a Taty e confesso que tb chorei. A Taty chorou mais claro, rsrsrs, mas foi lindo. Como vc disse, uma montanha russa de emoções.
    Não me decepcionei em nenhum momento, tudo foi perfeito.
    Beijos
    aculpaedosleitores.blogspot.com.br

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    1. Realmente foi perfeito, Bia. Valeu toda a espera e toda a ansiedade.

      Bjim!

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