Juntas, porém separadas: Corpo de delito

"Sempre quis ler um livro policial", era o que eu, Carol, vivia dizendo por ai, "mas tenho medo, fico assustada com a ideia de um serial killer", completava. Mas então, numa noite entediante em pleno feriado de páscoa, a May me chamou para ler um livro "com ela" e surgiu a ideia de, porque não?, ler um livro policial. E foi então que nos decidimos por ler Corpo de Delito e quer saber? Depois dele, quero ler muuuuuuitos outros livros policiais!

Dados Técnicos do livro:

Título Original: Body of evidence
Edição: 3
ISBN: 9788565530200
Editora: Paralela
Ano: 2013
Páginas: 296

Sinopse: Cary Harper é um escritor famoso. Logo após o cruel assassinato de sua filha adotiva, ele também é assassinado. A irmã de Harper morre em circunstâncias igualmente misteriosas. Quem cometeu os crimes? Por que os cometeu? Essas são as perguntas que levam a médica-legista Kay Scarpetta a seguir as poucas pistas deixadas pelo criminoso. Além das provas que consegue colher nos corpos levados ao necrotério, Scarpetta sai a campo com o chefe de polícia Pete Marino e com o agente do FBI Benton Wesley na tentativa de solucionar o caso. As mais variadas hipóteses vão sendo sucessivamente abandonadas. Nada parece dar conta de todas as circunstâncias. Um dia, porém, a dra. Scarpetta recebe a visita de um desequilibrado mental que acaba fornecendo a única pista para a identidade do assassino. Envolvida demais no caso, a jovem legista começa a receber telefonemas ameaçadores. Seria ela a próxima da lista?







Então vamos ao que a Carol tem a nos dizer quanto ao livro:

Mini-resenha:

O que fazer quando se está investigando um crime e o seu principal suspeito também é assassinado? E pior, os dois crimes parecem estar ligados, mas, pelo que? Toda essa situação deixa a Dra. Kay Scarpetta sem saber o que fazer. As pistas levantadas pelas pericias feitas nos corpos e nos locais dos crimes não a levam a lugar nenhum. Então é hora de ir mais fundo nas investigações, buscar por todas as evidências e até mesmo se colocar em perigo.

Então Al, um estranho gerente de lava jato com sérios problemas mentais, bate a sua porta e dá detalhes sobre o assassino que ele parece conhecer bem. Cabe então a Dra. Scarpetta ir atrás desse assassino, usando as pouquíssimas pistas deixadas por Al, antes que esse se suicide. O caso parece a cada momento mais confuso e para piorar, em meio a trama, surge um ex namorado de Kay, dos tempos da faculdade, que trabalha para um advogado que também é suspeito do crime. Kay então deve tomar cuidado em que confiar. Tudo só piora quando ela começa a receber ligações com ameaças... será ela a próxima vítima do assassino que ela está investigando?

Comentários sobre o livro:

A primeira vez que lemos um determinado gênero é sempre diferente. Pode ser que te agrade, ou não. É um verdadeiro tiro no escuro. Eu nunca havida lido um Romance Policial e também nunca havia lido nada da autora. Logo, fui com a cara e a coragem de dedos cruzados para me identificar com a história. E não é que eu adorei? Não sei se foi sorte escolher logo um livro bom, ou se é o gênero mesmo que me agrada e eu só não havia percebido ainda, mas estou simplesmente apaixonada pela coisa toda!

Adorei a escrita da Patricia, o jeito que ela descreve deixa tudo tão real, que é como se você estivesse ali, fazendo uma autópsia ou recebendo ligações com ameaças... Tudo bem que em alguns momentos quase morri do coração, mas ok, faz parte. Outra coisa que amei também foi o fato de uma protagonista mulher, e não uma mulher chata e cheia de insegurança, mas sim uma mulher forte, inteligente, determinada, respeitada no que faz e extremamente corajosa. Como uma boa feminista, não podia não amar Kay Scarpetta. Detesto personagens inseguras e cheias de "mimimi" e Kay é o oposto disso.

Então, por esse e outros motivos, eu super indico esse livro e digo que, com certeza, vou ler todos os outros livros da série.


Três palavras que podem definir o livro:

Brilhante, instigante e genial.

Quote favorita:
Sempre que ouço o telefone tocar, eu me lembro. Sempre que ouço alguém conversando atrás de mim, eu me viro. De noite, verifico o closet, olho atrás da cortina e debaixo da cama. Depois, escoro a porta com uma cadeira. Meu Deus, não quero ir para casa!
Classificação:



E, por fim, vamos ver os comentários que a May tem a fazer...


Mini-resenha:

No mês anterior ao seu aniversário de 34 anos, Beryl Madison é encontrada morta a facadas brutais... A médica-legista Kay Scarpetta passa investigar o crime, cometido após ameaça de morte à vítima. Beryl não tinha parentes vivos, a não ser uma meia-irmã, seu pai adotivo (Cary Harper) e a irmã dele. Para a investigação, Kay conta com a ajuda de Pete Marino e Benton Wesley.

Acontece que, paralelo a isso, outras mortes acontecem e Mark (uma paixão antiga de Kay) surge nos deixando em dúvida se para ajudar ou atrapalhar nas investigações. Apesar de os crimes serem interligados, fica complicado compreender qual é esse elo de ligação que levará ao criminoso e, como sempre, Kay acaba se envolvendo demais e, inclusive, se colocando numa posição de risco.

Comentários sobre o livro:

Conheci a narrativa da Patricia Cornwell há alguns anos através de "Contágio criminoso" e desde então sempre alimentei uma certa vontade de ler outro livro dela, onde eu pudesse apreciar uma nova aventura da Dra. Kay Scarpetta (por quem criei uma afeição inestimável).

A oportunidade surgiu e eu preciso dizer que gostei igualmente deste livro. A narrativa é ótima (daquele tipo capaz de nos fazer tremer nas cenas mais tensas), os personagens bem trabalhados e o mistério é bem desenvolvido, fazendo jus ao gênero.

Não costumo falar das capas, mas estive analisando a deste livro e achei um ótimo trabalho. É uma capa simples, mas que depois de ler, você percebe que faz todo o sentido e acho que se eu explicar o porquê isso deve até virar um spoiler.

É um livro muito bom, que recomendo para quem gosta do gênero (ou quem ainda não leu, mas gostaria de se aventurar numa investigação). 

Três palavras que podem definir o livro:

Mistério, genialidade, tensão.

Quote favorita:

"[...] Quando a gente é capaz de se imaginar fazendo algo, quando se pode chegar ao mecanismo por trás do ato, abre-se uma fresta na porta. Quase todos os eventos ruins que ocorrem neste mundo foram imaginados antes. Não somos bons ou maus, um ou outro. [...] Mesmo as pessoas classificadas como insanas têm suas próprias razões para justificar os atos que cometeram."

Classificação:


Um comentário

  1. Oii
    Te indiquei para um tag no meu blog! A tag é Livros + Emoções
    Ela vai sair hoje a noite.
    Espero que goste!

    http://vicioseliteratura.blogspot.com.br/

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