Resenha: O futuro da humanidade

Titulo: O futuro da humanidade

Autor: Augusto Cury

Editora: Sextante

Páginas: 256

Ano: 2005


Sinopse: Primeiro romance do psiquiatra Augusto Cury, "O Futuro da Humanidade" oferece uma rara oportunidade de repensar a sociedade e o rumo de nossas vidas. Cury nos presenteia com uma saborosa ficção que ilustra os ensinamentos presentes em seus livros e se apóia na sua vasta experiência profissional. Esta obra conta a trajetória de Marco Polo, um jovem estudante de medicina de espírito livre e aventureiro como o do navegador veneziano do século XIII, em quem seu pai se inspirou ao escolher seu nome.Ao entrar na faculdade cheio de sonhos e expectativas, Marco Polo se vê diante de uma realidade dura e fria: a falta de respeito e sensibilidade dos professores em relação aos pacientes com transtornos psíquicos, que são marginalizados e tratados como se não tivessem identidade. Indignado, o jovem desafia profissionais de renome internacional para provar que os pacientes com problemas psiquiátricos merecem mais atenção, respeito e dedicação - e menos remédios. Acreditando na força do diálogo e da psicologia, ele acaba causando uma verdadeira revolução nas mentes e nos corações das pessoas com quem convive.




Bom acho que todo livro, além de história impressa em suas páginas, tem uma outra história, a história de como ele chegou as mãos do leitor, como foi a leitura e tudo o mais... e bom esse livro também teve sua história comigo. Eu o ganhei da minha avó e a princípio não senti a mínima vontade de lê-lo. Afinal, eu pensava que todos os livros do Cury eram de autoajuda e esse gênero não me agrada em nada. Mas por mera curiosidade li a primeira página, o que me levou a ler a segunda, a terceira e quando assustei já tinha terminado de ler o livro todo. O futuro da humanidade é aquele livro que te prende, que te dá vontade de ler mais e mais. Pelo menos comigo foi assim.

O livro começa com o curioso Marco Polo, um jovem estudante de medicina que acabou de ingressar na faculdade. Logo em sua primeira aula de anatomia ele se depara com corpos sobre as mesas, corpos esses que serão abertos e estudados durante todo o período. 

Todos os alunos estão chocados com aquela cena, alguns com medo, outros curiosos e ansiosos para estuda-los logo. Mas o Marco tem um sentimento diferente ao olhar para aqueles corpos e a única coisa que lhe vem a cabeça é: “quem são essas pessoas? Qual a história delas? Como seus corpos vieram para aqui?”. 

Então cheio de coragem o rapaz questiona de quem são aqueles corpos e vê o desprezo de seus professores  ao explicarem que são meros mendigos. Ele então questiona se os professores sabem a história que cada corpo daquele traz e a resposta que recebe é o escárnio. Seus professores e colegas de classe riem e debocham dele, mas ao invés de aceitar esse fato, Marco se sente desafiado e nos faz embarcar em sua viagem a procura de informações para descobrir a história por trás daquele corpo a ser aberto e estudado.

- Esses corpos não tem nome! - Como não têm nome? Eles não choraram, não sonharam, não amaram, não tiveram amigos, não construíram uma história? Como vamos penetrar no corpo de alguém sem saber nada sobre sua personalidade? Isso é invasão.

Em sua jornada a procura da identidade desse homem, Marco conhece Falcão um mendigo que na verdade é um ex-professor de filosofia e profundo conhecedor da mente humana. Marco Polo se vê fascinado pela inteligência deste homem a medida que vai descobrindo que os moradores de rua aos quais ninguém olha sabem muito mais do que parecem saber. E quanto mais vai descobrindo sobre esse mundo, mais Marco procura por informações.

Até que ele se forma em psiquiatria e usa esses conhecimentos para ajudar na sua compreensão da mente humana.  E o livro nos traz isso de forma incrível, fazendo com que o leitor se prenda as suas páginas, querendo, junto com Marco Polo, fazer novas descobertas.

Em toda escolha há perdas. Eu escolhi e perdi muito. A capacidade de escolha que mantém consciente é a mesma que, às vezes, fere minha própria consciência.

O que mais me encantou neste livro é que ele representa luta contra as injustiças, as questões sociais e te ajuda a lutar contra seus preconceitos. Além de demonstrar a força de um jovem corajoso, dotado de uma imensa paixão pela vida e pelas pessoas.

O Futuro da Humanidade nos leva a uma fascinante viagem pelo mundo da psicologia, nos fazendo aprender bastante uma vez que utiliza uma linguagem de fácil compreensão, até paras os leigos. E nos faz refletir sobre nossa forma de pensar e agir.

Eu super recomendo o livro, se você ainda não leu, leia! Vale muito a pena!

Vou ficando por aqui. Beijos e até a próxima. 



Um comentário

  1. Não gosto muito do Augusto Cury não, mas já li algumas passagens e achei interessantes, boas para algum tempo de reflexão - necessário às vezes -.

    Ana P.M. ♛ Queen Reader - Venha conhecer o Castelo!
    http://booksandcrowns.blogspot.com.br/

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