Resenha: O Dom

Título Original: The Gift
Autor:James Patterson e Ned Rust
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Ano: 2013


Sinopse: Os irmãos Allgood nunca desistem de lutar contra os poderes autoritários e desumanos d’O Único Que É O Único, mas, agora, eles estão sem Margô — a jovem e atrevida revolucionária; sem Célia — o grande amor de Whit; e sem seus pais — que provavelmente estão mortos... Então, em uma tentativa de esquecer suas tristes lembranças e, ao mesmo tempo, continuar seu trabalho revolucionário, os irmãos vão parar em um concerto de rock organizado pela Resistência onde os caminhos de Wisty e de um jovem roqueiro vão se cruzar. Afinal, Wisty poderá encontrar algo que lhe ofereça alguma alegria em meio a tanta aflição, quem sabe o seu verdadeiro amor... Mas, quando se trata destes irmãos, nada costuma ser muito simples e tudo pode sofrer uma reviravolta grave, do tipo que pode comprometer suas vidas. Enquanto passam por perdas e ganhos, O Único Que É O Único continua fazendo uso de todos os seus poderes, inclusive do poder do gelo e da neve, para conquistar o dom de Wisty... Ou para, finalmente, matá-la


Imagine que tudo o que você mais ama no mundo – e nem deve dar valor – esteja banido. Seus livros, música, filmes, arte... tudo arrancado e levado para longe. Queimado. Assim é a vida sob a Nova Ordem, o tal governo – ou regime totalitário brutal – que dominou este mundo. (PATTERSON, 2013, p.11)

Na continuação de Bruxos e Bruxas, os irmãos Allgood continuam fugindo do Único Que É O Único e lutando contra a ditadura dele. Após a perda de Margo, eles se juntam a vários rebeldes da Terra Livre, With e Wisty seguem em busca de novas notícias e fazem planos para tentar resgatar algumas crianças que estão sobre o domínio do Único Que É O Único.

Os dois passam a descobrir melhores os seus poderes e lutam contra o Único, que está fazendo de tudo para tomar o Dom de Wisty. Até que o Único consegue interceptar os irmãos, mas a prisão não dura muito tempo, porém, ao conseguirem fugir, o Único percebe que eles estão se movendo através de portais.

Com um turbilhão de coisas acontecendo, Wisty resolve ir ao show de rock feito pela Resistência. Lá, ela conhece um rockeiro que fará com que por alguns momentos, esqueça por tudo que está passando. Mas nada aparece ser o que realmente é, e os irmãos Allgood são envolvidos em mais uma trama do Único.

Como é que se pode ficar de boa com alguma coisa quando não sabemos nem que "coisa" é essa? (PATTERSON, 2013, p.34)

Fuinha tem mais destaque nesse livro, e a imagem de Célia vem para atormentar With, não só ele, como nós também, com suas atitudes manipuladoras. O livro também traz alguns pequenos capítulos com a visão de fuinha e o Único, além dos capítulos dinâmicos entre With e Wisty.

Quando li Bruxos e Bruxas, eu não achei tão ruim como muitos falavam, a leitura foi agradável e rápida. Já em O Dom, creio que ele entra para a grande lista de continuações que não agradam tanto assim, o mal do segundo livro. Esse livro não acrescentou muita coisa para a narrativa, é um vai e vem que no final não chega a lugar algum, a impressão que tenho, que tanto o autor como o seu coautor, se perderam ao longo da narrativa, chegando a confundir o próprio leitor em certas partes e deixando coisas sem nexo em outras.

A tentativa de misturas elementos como fantasia, bruxaria, distopia e romance, em uma série, para mim, ainda não deu certo. Até agora são cinco livros publicados, no Brasil dois, e espero que as sequências venham com a evolução que a série está necessitando, e muito, caso contrário, será evidenciado que a experiência de Patterson com essa estrutura de escrita, não foi uma boa ideia.

Vamos esperar pelos próximos livros!!!

Bjim!!!

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