Resenha: Anna e o Beijo Francês - Dia do Leitor

Olá, livreadores!

Hoje é dia de novidade no blog. Este ano, mensalmente, teremos o Dia do Leitor. Essa categoria foi criada porque amamos a interação com os leitores e sentimos a necessidade de fazê-los participar aqui conosco. Sendo assim, a categoria consiste em vocês, leitores do blog, terem suas resenhas publicadas no Livreando.

Os interessados em participar, poderão nos enviar o material para o nosso e-mail (livreandoblog@gmail.com), com o assunto "Dia do Leitor".  

A nossa primeira leitora, que estreará a categoria, é a Ana C. A. da Silva (Anny), de Araraquara - SP, e ela escolheu resenhar um de seus livros favoritos (e relido várias vezes): Anna e o Beijo Francês, da Stephanie Perkins.


Título Original: Anna and the French Kiss

Autora: Stephanie Perkins

Páginas: 288

Ano: 2ª impressão - 2011

Editora: Novo Conceito


Sinopse: Anna Oliphant não está nada entusiasmada com a ideia de se mudar para Paris, já que seu pai, um famoso escritor norte-americano, decidiu enviá-la para um colégio interno na Cidade Luz. Anna prefere ficar em Atlanta, onde tem um bom emprego, uma melhor amiga fiel e um namoro prestes a acontecer. Mas, ao chegar a Paris, Anna conhece Étienne St. Clair, um rapaz inteligente, charmoso e bonito. Só que Etiénne, além de tudo, tem uma namorada... Anna e Etiénne se aproximam e as coisas ficam mais complicadas. Será que um ano inteiro de desencontros em Paris terminará com o esperado beijo francês? Ou certas coisas simplesmente não estão destinadas a acontecer?



“Isto é tudo o que sei sobre a França: Madeline, Amélie e Moulin Rouge. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo também, embora eu não saiba qual a verdadeira função de nenhum dos dois. Napoleão, Maria Antonieta e vários reis chamados Louis. Também não estou certa do que eles fizeram, mas acho que tem alguma coisa a ver com a Revolução Francesa, que tem algo a ver com o Dia da Bastilha. O museu de arte chama-se Louvre, tem o formato de uma pirâmide, e a Mona Lisa vive lá junto com a estátua da mulher sem braços. E tem cafés e bistrôs — ou qualquer nome que eles dão a estes — em cada esquina... Não é que eu seja ingrata, quero dizer, é Paris. A Cidade Luz! A cidade mais romântica do mundo.” - Anna Oliphant

Me lembro de ver o título “Anna e o Beijo Francês” e pensar que precisava muito ler esse livro. Não é à toa que é um dos meus preferidos, meu verdadeiro livro de cabeceira. Anna não se sente muito contente com a ideia de deixar sua cidade, sua melhor amiga Bridgette, Toph (obviamente rolava algo entre eles), sua mãe e seu irmãozinho, mas seu pai tinha tomado a decisão e lá se foi Anna viver em Paris, estudar em um colégio interno na cidade luz.

Confesso que esse sempre foi um dos meus sonhos de menina, ir à Paris e viver momentos únicos em uma cidade maravilhosa, em um país cheio de história e aventura. Através de Stephanie Perkins e Anna pude conhecer um pouco mais de um lugar que ainda irei visitar, e apenas me encantei ainda mais com a ilusão de uma paixão na cidade mais romântica do mundo.



Anna e o Beijo Francês possui personagens que te encantam sem precisar fazer muita coisa. A própria protagonista com suas dúvidas e agonias tão corriqueiras, que, ainda hoje, com meus 24 anos estão tão presentes nas memórias da adolescência, sua neura com limpeza, o medo de ser muito “turista”, a paixão pelo cinema e o ódio dos livros do pai.

Como não gostar de uma garota que não é perfeita, muito pelo contrário, e que foge à regra do romantismo piegas com qual somos acostumados? Mas Anna nada seria sem um garoto que faz com que ela perca o foco, fique confusa, e também que se atire à aventura e transforme Paris em seu novo lar.


Étienne St. Clair. Étienne em vários momentos de puro amor, St. Clair quando fazia alguma besteira. Como a própria Stephanie fala nos agradecimentos “o garoto é gostoso o suficiente?” a resposta é óbvia: SIM, ELE É! E não apenas gostoso, mas incrivelmente envolvente. Ainda não encontrei alguém que tenha lido e não se apaixonado pelo garoto americano, com nome francês e, o melhor de tudo, sotaque inglês. Como não se apaixonar por alguém assim? E além disso Étienne ainda é um garoto inteligente, que tem mais livros no quarto do que qualquer garoto que Anna conheça, ele ama a mãe de uma maneira doce e linda, é amigo de todos e todos gostam dele. Simplesmente o cara perfeito, exceto pelo fato que ninguém é perfeito e existe uma namorada, a Ellie. E existe o medo de altura, o que deixa ainda mais encantador.

O grupo ao que Anna começa a fazer parte é tão diferente e ligado que você sente vontade de andar exatamente com aquelas pessoas. Josh (esperando ansiosamente para o próximo livro de Perkins, onde Josh é o par da protagonista *-*) Meredith , Rashimi. Cada um com sua personalidade diferente e especial.



Eu poderia falar sobre Anna e o Beijo Francês por dias e mais dias. Sei quase todos os detalhes do livro (detalhes que não contarei, precisam ler para descobrir). Quando falei que é meu livro de cabeceira não estava brincando, já o reli algumas vezes e sempre que me sinto sozinha e preciso conversar com alguém (metaforicamente) Anna é minha amiga, e com ela consigo voltar a ficar bem novamente. Devo ter relido umas cinco vezes ao longo dos dois anos que possuo o livro.

Cada capitulo te envolve de uma maneira completamente diversa. Como o primeiro passeio de Anna e Étienne e os lugares onde vão, o momento em que ela descobre o número de cinemas em seu quarteirão. E aqueles momentos que são os melhores como o dia de Ação de Graças, quando você realmente entende que eles são feitos um para o outro. O Natal e o Ano Novo quando você deseja ter alguém exatamente como Étienne para lhe salvar dessas festas. Ao longo do livro você descobre lugares que quer visitar, e comidas que precisa comer. Um ponto que ficará eterno em sua memória: Point Zero.


Anna e o Beijo Francês é doce, leve... Algumas pessoas dizem que é para distração, para mim é um santo remédio. É sonho, vida, luz.

Stephanie já disse que escreve histórias de amor para adolescentes, e para adultos que como ela não tem vergonha de admitir que gostam de histórias adolescentes. Eis aqui a pessoa para quem ela escreve esses livros.

Depois dessa opinião nada neutra, e muito cheia de sentimentalismo, só espero que leiam o livro e tirem suas próprias conclusões. Porque depois que lerem vão poder entender um pouquinho dessa paixão chamada Anna e o Beijo Francês.

Quotes do Livro

"Então, o que eu peço? Algo que não tenho certeza de que quero? Alguém que não tenho certeza de que preciso? Ou alguém que sei que não posso ter?" Anna - Pág 68

"Todas as vezes que estou com ele, não sei de coisa alguma." Anna - Pág 142


"Estou me teletransportando para Atlanta. Eu estou te pegando e iremos para algum lugar onde nossas famílias não possam nos encontrar. Levaremos Sean. E o deixaremos correr várias voltas até que ele se canse, e então eu e você vamos dar uma volta. Como no Dia de Ação de Graças. Você lembra? E vamos falar de tudo menos nossos pais... ou talvez nós nem precisemos falar. Nós só andaremos. E continuaremos andando até que o resto do mundo deixe de existir." Étienne - Pág 189

"É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar?" Anna - Pág 195

"Isto é estar em casa. Nós dois." Anna - Pág 195


"O que posso fazer? Estou apaixonada pelo meu melhor amigo." Anna - Pág 202

 "-Se você me pedir para te beijar, eu te beijo - ele diz -Beije-me - digo. E ele me beija." Anna e Étienne - Págs. 241, 242

"Por nós dois, a palavra casa não é um lugar. É uma pessoa. E nós, finalmente, estamos em casa." (pág. 286)

Então, depois dessa horrível resenha ou tentativa, espero que pelo menos sintam curiosidade para ler e descobrir quem é Étienne e mais ainda o que é um Beijo Francês.


Observação: Para curiosos Stephanie tem um site (lindo) onde disponibilizou a playlist do livro, e também uma cena extra da história (em inglês, mas a gente sempre dá um jeitinho né?)




Tradução da Cena: Vulcans Are Hot

Há uma capa dura de aparência desgastada sobre as Cruzadas colocada embaixo da porta dele para mantê-la aberta, mas Étienne não me cumprimenta quando eu chego. Ele está sentado em sua mesa, de costas para mim. Peguei o livro e fechei a porta.

Seus olhos permanecem grudados em um vídeo de seu laptop.

Pousei minha mochila no canto de seu quarto arrumado que eu tenho reivindicado como meu. "Pensei que estávamos estudando para nossos testes finais de física?"
"Star Trek é física", diz ele.

Espio sobre seu ombro e descubro uma mulher em um macacão de veludo apertado. Ela tem orelhas pontudas, e parece estar surpresa por ter começado a chorar. Ninguém fica tão sexy quando começa a chorar.

Eu sorrio. "Heh".

"O quê?"

"Vejo que você está ocupado." Sento-me à beira de sua cama, ao lado de sua cadeira.

Étienne gira para ficar a minha frente. "O quê?" ele pergunta novamente com inocência fingida.

"Ela é um Vulcão".

Ele sorri. "Aliens estão autorizados a serem atraentes."

"Diga isso ao tenente Ripley". Faço uma mímica de uma criatura explodindo fora do meu estômago, ele ri e pega a minha mão. Eu a movo para as minhas costas, fora de seu alcance, e aceno para a tela. "Então, qual série é essa?"

"Enterprise".


"Por favor". Eu chio. "Todo mundo sabe que A Nova Geração é o melhor."

"Nunca vi isso."

Meu queixo realmente cai. "Patrick Stewart? Capitão Picard? Você sabe... Professor X?"

Étienne encolhe os ombros. "Enterprise é a série que a minha mãe gosta. Nós assistimos a coisa toda em conjunto alguns verões atrás." Ele tenta roubar minha outra mão, e eu também a escondo atrás das costas. Ele se afasta com outro sorriso. "Você só está com ciúmes da retenção temporária que T'Pol está tendo sobre a minha atenção de menino."

"T" o quê?"

"T'Pol. Esse é o nome dela."

Nós caímos na gargalhada. "Não Yeaaaaah. Não estou com ciúmes mais."

Ele ri também, e gira de volta para seu laptop. Mas eu não vou deixá-lo fora do gancho, tão facilmente. "Então", eu digo. "Você não viu mesmo a próxima geração? Ou a série original?"

"Não". Eu pego o seu livro de física fechado em cima da cama e começo a folheá-lo. Ele rabiscou um elefante com uma banana no seu tronco na margem do último capítulo. A tocou suavemente e sorriu. "E sobre o filme?" Eu pergunto. "Você o viu?"

"Qual?" Ele me dá um olhar malicioso.

Eu deveria ter percebido isso. Não há nada pior do que alguém te superando no seu próprio jogo. Eu fechei o livro. "Aquele novo, é claro."

"Eu vi ele", diz ele. "Claro."

"E?"

"Eh". Mas é um “eh” travesso. Eu chuto a parte traseira de sua cadeira, e ele ri novamente. Nós dois assistimos a tela por um tempo. "Então", ele pergunta, uma vez que eu fui sugada para dentro do show. Sua voz é muito indiferente. "Você acha que Patrick Stewart é atraente?"

Eu pisco para ele. E então, novamente. "É uma pergunta séria?"

Étienne apenas olha para trás.

"Ele é careca. E velho. Como um avô de idade", eu digo. "Não me interprete mal. Ele é legal. Mas há a calvície e a velhice." Faço uma pausa, considerando as alternativas possíveis. "O Spock novo é mais o meu tipo."

"HA!" Étienne ataca. Ele empurra meus ombros para baixo, para a cama.

"O quê?"

"Um Vulcão!" Ele me mantém presa a cama e eu tento fugir de seu alcance. "Eu te disse! Vulcões são quentes".

Me contorço e consigo me deitar sustentada pelos cotovelos. "Ok, ok! Para Aliens."

"Para Aliens", ele concorda.

Nossos olhos se encontram. Meu coração bate mais forte. Sua respiração cresce mais rápida. Étienne pressiona seu corpo de volta para baixo contra o meu. E então, de repente, sua mão está na minha orelha esquerda puxando-a para cima na parte superior para torná-la pontuda.

Eu levanto uma sobrancelha.

"Nah", diz ele, depois de admirá-la por um momento. "Eu prefiro você como você é." Seus dedos caem, mas ele belisca minha orelha com os dentes. Eu envolvo meus braços ao redor de seu pescoço. Ele empurra o livro fora de sua cama e fora do nosso caminho. "Você é muito, muito mais quente que um vulcão", diz ele. "É Claro."

Eu estou sorrindo enquanto o puxo para os meus lábios. "É Claro."


Música preferida da Playlist: Violet Hill - Coldplay, Inglês

"Se você me ama , você não vai me deixar saber? " O clima se torna mais frio e mais confuso , pós-Ação de Graças.

Site da Diva Stephanie Perkins: http://naturalartificial.blogspot.com.br/


Então, pessoal, esse foi o primeiro post do "Dia do Leitor". Esperamos que todos tenham gostado... e não esqueçam de mandar suas resenhas... quem sabe ela não é publicada em breve?

Abraço e até logo!


3 comentários

  1. Que legal reservar um espaço para nós leitores!! Parabéns Ana, gostei muito da sua resenha! As fotos ficaram muito legais! Sou louca para ler esse livro!! Me identifiquei muito com a estória!!

    Beijinhos
    blog-belavida.blogspot.com (meu mundo em tons pastéis)

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    Respostas
    1. Oi Mirelle ^^

      O livro é muito bom. E a Ana fez uma resenha linda, não? :)

      Beijinho e obrigada por comentar.

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  2. Eu necessito desse livro, e a resenha e a montagem dela ficaram lindas <3

    Ana P.M. ♛ Queen Reader - Venha conhecer o Castelo!
    http://booksandcrowns.blogspot.com.br/

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