Resenha: Os Impostores

Título Original: The Expats

Autor: Chris Pavone

Editora: Arqueiro

Páginas: 336

Ano: 2013

Avaliação: 

Sinopse: Kate Moore é uma mãe que trabalha fora e luta para equilibrar as despesas e o orçamento, criar os filhos, manter viva a chama do casamento e guardar um segredo cada vez mais difícil de suportar. Por isso, quando seu marido, Dexter, recebe uma proposta de emprego em Luxemburgo, ela agarra a chance de deixar para trás sua vida dupla e recomeçar do zero longe de Washington. Em outro país, Kate se reinventa, enquanto Dexter trabalha sem parar num emprego que ela nunca entendeu, para um cliente que ela não pode saber quem é. Em pouco tempo, a confortável vida europeia com que sonhava se revela uma rotina cansativa em que o marido vai ficando cada vez mais distante e evasivo e ela, solitária e entediada. Chega então outro casal americano, que faz amizade com Dexter e Kate. Mas ela logo desconfia que os novos amigos não sejam exatamente quem dizem ser – e fica apavorada diante da possibilidade de estar sendo perseguida por fantasmas do passado. Assim, Kate começa a investigá-los e acaba descobrindo camadas e mais camadas de mentiras que a cercam e, por trás disso tudo, um golpe extremamente bem elaborado que ameaça sua família, seu casamento e até sua vida.


Tem épocas que amo ler livro de novos autores, e quando vi o lançamento pela Editora Arqueiro de Os Impostores, resolvi conhecer um pouco mais sobre a escrita de Pavone. O que contribuiu também para essa escolha foi pelo fato de ser policial. Gênero que aprendi a apreciar depois de ler Sydney Sheldon.
Então, vamos conhecer um pouco mais sobre a obra...

O livro retrata a história de Kate, uma agente da CIA, que se apaixona por Dexter e acaba conciliando o seu trabalho com a sua família. Seu marido resolve mudar os rumos da família levando todos para Luxemburgo, com o propósito de que as coisas iriam mudar com o seu novo emprego.

Decidido isso, Kate se demite do emprego, se colocando em tempo integral para a família, e ficando aliviada por seu segredo estar a salvo, já que não teria mas que mentir para Dexter, no que se diz respeito, em que realmente ela trabalhava. Claro que a rotina da casa acaba lhe entediando, comparando ao estilo de vida que levava.

Em Luxemburgo, eles acabam conhecendo um casal de americanos, Bill e Julia, e tornam-se amigos. Até que Kate começa a perceber que o casal não é tão confiável assim e fica intrigada, logo, o seu lado agente entra em ação e ela resolve fazer uma investigação, até mesmo para mudar a rotina de sua vida, que por sinal, não estava lhe agradando muito.

As pessoas extrovertidas demais a deixavam desconfiada. Ela não conseguia deixar de supor que aquela barulheira servia para esconder mentiras silenciosas. E, quanto mais distinta uma pessoa parecia à primeira vista, mais Kate se convencia de que aquilo era uma capa.

No meio de suas investigações, Kate percebe que não pode confiar cem por cento nem mesmo em Dexter, e a vida do casal muda drasticamente.

É difícil sentir raiva de alguém por mentir, quando nós mesmos estamos mentindo exatamente pelas mesmas razões.

Apesar de haver elementos que tornem a trama um especial de abrir os olhos, não foi o que aconteceu quando li o livro, em certos momentos, a leitura se tornou enfadonha. Acho que até Bill poderia ter sido explorado de maneira melhor e até mesmo uma interação maior entre Kate e Dexter deixaria o livro mais dinâmico.

O contexto daria um livro cheio ações, mentiras desvendadas e segredos guardados em maneira constante, o autor se tivesse explorado melhor, manteria essa constância de ação no livro, o que eu tenho certeza que atrairia os olhos do leitor, deixando completamente envolvido a história.

O livro não é de todo mal. Ele tem suas reviravoltas bem formuladas, apesar de esperar um pouco mais do final. Mas não foi um livro que me prendeu para querer saber o desfeio da história antes das últimas páginas, pelo contrário, foi uma luta terminá-lo.

E aí já leu o livro? Lembrando que essa é a minha opinião expressada ok?
Deixe os seus comentários =)

2 comentários

  1. Não é a primeira vez que ouço falar mal dele, outras blogueiras bateram na mesma tecla que você "no geral é bom, mas a narração não valorizou o produto".
    É sempre complicado fazer críticas negativas, não acha? Eu fico com pena do(a) auto(a)! coitado(a), noites sem dormir, olheiras profundas, crises de sofrimento com a falta de criatividade...

    Adorei o post, parabéns pela sinceridade!
    Beijão,

    www.enfimepilogo.blogspot.com

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    1. Sempre é complicado criticar o trabalho de alguém, até porque cada um tem sua visão. Mas as obras são lançadas para ser analisadas e questionadas.
      Tenho certeza que pela crítica desse livro, ele não desistirá.
      Todo autor é persistente. =D

      Bjim Nicolly

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