Resenha: On The Road - Pé Na Estrada

Título Original: On The Road
Autor: Jack Kerouac
Editora: LP&M 
Páginas: 384
Ano: 2004



Sinopse: Sal Paradise é o narrador de On the road - pé na estrada. Ele vive com sua tia em New Jersey, Estados Unidos, enquanto tenta escrever um livro. Ele é inteligente, carismático e tem muitos amigos. Até que em Nova York ele conhece um charmoso e alucinante andarilho de Denver de personalidade magnética chamado Dean Moriarty. Dean é cinco anos mais novo que Sal, mas compartilha o seu amor por literatura e jazz, e a ânsia de correr o mundo. Tornam-se amigos e, juntos, atravessam os Estados Unidos, deparando-se com os mais variados tipos de pessoas, numa jornada que é tanto uma viagem pelo interior de um país quanto uma viagem de auto-conhecimento - de uma geração assim como dos personagens.




A primeira vez que ouvi falar desse livro foi em uma série chamada Dawson's Creek, desde essa época fiquei curiosa para conhecer essa tão falada Geração Beat que é relatada no livro, e do ícone dessa geração, Jack Kerouac. O livro mostra que essa obra foi responsável por uma das maiores revoluções culturais do século XX, inspirando Beatles, Bob Dylan, Jim Morrison, hippies e muitos jovens que saíam pela estrada em busca do autoconhecimento e apreciação da liberdade.


Para você que não tem ideia do que significa Geração Beat, aqui vai um resuminho...

Foi um movimento literário originado em meados dos anos 1950 por um grupo de jovens intelectuais que estava cansado do modelo quadradinho de ordem estabelecido nos EUA após a Segunda Guerra Mundial. Com o objetivo de se expressarem livremente e contarem sua visão do mundo e suas histórias, esses escritores começaram a produzir desenfreadamente, muitas vezes movidos à drogas, álcool, sexo livre e jazz – o gênero musical que mais inspirou os beats. Mais do que escrever, esse grupo de amigos tinha interesse em estar sempre junto, compondo, viajando, bebendo e, por vezes, transando em grupo.

Nossa bagagem maltratada fora empilhada na calçada novamente; nós tínhamos mais caminhos para percorrer. Mas não importa, a estrada é a vida.

O livro é narrado pela visão de Sal Paradise, um jovem escritor que mora em New Jersey, Nova York, que está batalhando para escrever seu livro. Certo dia, conhece Dean Moriarty, um jovem com grande amor pelo Jazz e a literatura, e que nos dias atuais, seria considerado como "problema", sua irresponsabilidade e seu amor à vida fazem a construção do livro.

A estrada começa a aparecer quando Sal vai para Denver a procura de seu amigo Dean, após o encontro, eles decidem voltar aos Estados Unidos passandos por vários lugares e conhecendo figuras únicas, que por suas formas detalhadas, passamos a conhecer no íntimo.

Vale salientar que apesar do personagem principal ser Sal Paradise, é Dean Moriarty que traz toda a dinâmica com o seu jeito livre, de querer curtir cada momento. A presença do seu personagem traz força, é difícil não notá-lo.

Além desses personagens também temos Marylou e Camille que eram as principais mulheres de Dean, e também Old Bull Lee, que é a personificação da sabedoria para Paradise e Moriarty, além de drogado  =).

Minhas falhas e meus fracassos não são as minhas paixões, mas sim a falta de controle que tenho sobre elas.

 O livro mostra de forma detalhada a expressão de liberdade da juventude daquela época, onde, tudo o que queriam eram se sentir livres e viver intensamente sem preocupação com nada, apenas vivendo o momento. A euforia de querer sentir a vida por inteiro não ligando para as consequências, tanto que às vezes, a narrativa te confundi por tantos detalhes dessa euforia. No geral, o livro mostra o grito de liberdade dessa juventude.

Para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações.

Você por um momento pode pensar, que essa geração, foram só de pessoas desocupadas e baderneiras, mas se você levar os seus olhos para a direção de como vivia a sociedade daquela época, entenderá a riqueza desse livro.

O livro traz alguns diálogos bem malucos, mas tem uma leitura fácil, além da riqueza cultural que ele relata.

Essa obra já teve uma adaptação para as telas, que por sinal foi dirigido pelo brasileiro Walter Sales, segue o trailer do filme.


Não vou dizer que é uma leitura que agrada à todos, mas vale apena ler. Para alguns, ele será devorado com intensidade, para outros, a narrativa não será envolvente o bastante, mas ainda assim, ele continua sendo uma obra prima literária.

Espero que tenham gostado e não esqueçam de deixar as suas opiniões nos comentários.

Bjim!

7 comentários

  1. Ah...
    Achei que conhecia o título, mas pelo filme.
    Nem sabia que tem livro.
    Amei a dica
    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias

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    1. Obrigada Rizia, é uma ótima dica tanto o livro, quanto o filme.

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  2. Eu tenho esse livro aqui em casa há um bom tempo, mas tinha meio que perdido a vontade de lê-lo. Depois de ler a sua resenha fiquei com vontade de novo kkk Eu adoro a Geração Beat, acho essa busca por liberdade e a vontade de fazer arte, literatura, música e encontrar um sentido pra vida muito interessantes.

    Bjs,
    Samira
    http://spoiledonbooks.blogspot.com.br/

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    1. Olá Samira,
      Para você que já tem conhecimento e curte essa geração, será uma ótima leitura.
      Analise o livro como se estivesse naquela época, será libertador com certeza.
      Bjim!!!

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  3. Não sabia que On The Road ia ter a Kristen! Estou na expectativa =))
    Bjs Tammy!

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    1. O filme foi lançado ano passado, com mais de duas horas de duração. Foi uma ótima proposta de Walter Sales, vale a pena conferir!

      Bjim Vi.

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  4. Conheci a Geração Beat pela música Brooklyn Baby, da cantora Lana Del Rey. Vou ler esse livro que dizem que é o almanaque Hippie da época.

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