Quotes: Cidades de Papel

Olá, pessoinhas ^^

Aqui é a May, mais uma vez. E hoje estou aqui para deixar umas citações. Fiquei na dúvida sobre qual livro escolher e acabei optando por “Cidades de Papel”, do John Green.

Já vou avisando que alguns quotes são meio inusitados e tendem à nerdice, mas isso é uma das características que prezo no modo de escrever do Green.






Título original: Paper Towns

Autor: John Green

Editora: Intrínseca

Páginas: 368

Ano: 2013










 
Na minha opinião, todo mundo recebe uma dádiva. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio, nem ganhar um Prêmio Nobel, nem virar ditador de uma pequena ilha do Pacífico, nem ter um câncer terminal de ouvido, nem sofrer combustão espontânea. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós.

[...] – Acho que ela nunca disse uma coisa que não fosse uma tentativa de depreciamento.
– Depreciação.
– Obrigada, Super Mestre Linguístico Irritante.
– Linguista – corrigi.
– Ai, meu Deus, eu vou matar você! – Mas ela estava rindo.

Depois Margo parou, e eu simplesmente fiquei olhando para ela, o rosto cinzento iluminado pelo luar e dividido em mil pedaços pela trama da tela.

Eis o que não é bonito em tudo isso: daqui não se vê a poeira, ou a tinta rachando ou sei lá o quê, mas dá para ver o quanto é falso. Não é nem consistente o suficiente para ser feito de plástico. É uma cidade de papel. Quer dizer, olhe só para ela, Q: olhe para todas aquelas ruas sem saída, aquelas ruas que dão a volta em si mesmas, todas aquelas casas construídas para virem abaixo. Todas aquelas pessoas de papel vivendo suas vidas em casas de papel, queimando o futuro para se manterem aquecidas. Todas as crianças de papel bebendo a cerveja que algum vagabundo comprou para elas na loja de papel da esquina. Todos idiotizados com a obsessão de possuir coisas. Todas as coisas finas e frágeis como papel. E todas as pessoas também. 

Eu escolhi vir com você. E você me escolheu. [...] É como uma promessa. Pelo menos esta noite. Na saúde e na doença. Na alegria e na tristeza. Na riqueza e na pobreza. Até que o sol nos separe.

[...]Ele se virou e gritou:
– Se você mexer com a gente, vai ficar trúcido.
Não reconheci a voz. Ben e os outros me levantaram. Meu ombro doía, mas eu não queria esfregá-lo.
– Tudo bem? – perguntou Radar.
– Tudo bem. Só então esfreguei o ombro.
– Alguém precisa dizer a ele que, quando você trucida uma pessoa, ela não fica trúcida – disse Radar, balançando a cabeça.

Eu queria interromper o xixi, mas é claro que não consegui. Mijar é como ler um livro bom: é muito, muito difícil parar depois que você começa.

Mas não dá para separar uma coisa da outra, não é? As pessoas são o lugar, e o lugar é as pessoas.

A cidade era de papel, mas as memórias, não.


E então? Espero que tenham gostado. Já leram o livro? Eu fiz uma resenha dele antes do Livreando existir, no nosso atual blog parceiro Clube das Seis. Se quiserem dar uma olhada, só clicar aqui. E, gostando ou não, comeeeeentem. Amo receber a resposta de vocês *---*

Beijinho. E até mais!


http://www.livreando.com.br/search/label/Post%20da%20May

4 comentários

  1. Ja li "cidades" e adorei!
    Pra mim so faltou mencionar "o para sempre é composto de agoras" que nao é bem da Margo e sim do Emily Dickson, mas ta valendo ahahaha
    adorei o post!

    wesaysomething.blogspot.com

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  2. Oi Patty.

    Fico feliz que tenha gostado. Esse livro tem muuuuitos quotes e desse eu não me lembro. Vou até anotar aqui *----*

    Muito obrigada :)

    Beijinho,
    May.

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  3. Olá May.

    Eu estou muito ansioso para começar a ler os livros de John Green, porém ainda não comecei por estar numa fase de só ler ficção, ação, drama, ou outros parecidos.

    Mas quando eu começar a ler, esse vai ser um dos primeiros.
    Ótima resenha.

    Beijos my darlin' <3
    Magno Nascimento | Clube das 6 (Participações especiais)

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  4. Magneto,
    Acabei esquecendo de responder seu comentário. Muito obrigada. E esse é um livro bom do John para começar :)

    Beijinho,
    May.

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