Resenha: Precisamos Falar Sobre o Kevin

Oi, pessoalzinho ^^

Aqui é a Mayara. Ou May, se preferirem... Depois de algum tempo cogitando a ideia e ensaiando para fazer o primeiro post do blog, não aguentei mais esperar e resolvi postar a primeira resenha. E, bem, como já devem ter percebido pelo título... nós vamos falar sobre o Kevin.



Título original: We need to talk about Kevin
Autora: Lionel Shriver
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Páginas: 464


Sinopse: Eva Katchadourian na verdade nunca quis ser mãe - muito menos a mãe de um garoto que matou sete de seus colegas de escola, uma professora e um servente de uma escola dos subúrbios classe A de Nova York. Para falar de Kevin, 16 anos, autor desta chacina, preso em uma casa de correção de menores, a escritora Lionel Shriver arquitetou um thriller psicanalítico onde não se indaga quem matou. A trama se desenvolve por meio de cartas nas quais a mãe do assassino escreve ao pai de Kevin, que permanece um mistério até o fim do enredo. Nelas, procura analisar os motivos da tragédia que destruiu sua vida e a de sua família. Dois anos depois do crime, ela visita o filho regularmente. Aterrorizada por suas lembranças, Eva faz um balanço de sua trajetória onde analisa casamento, carreira, família, maternidade e o papel do pai. Assim, constrói uma meditação sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de um pequeno monstro. 


Todo leitor, confessando ou não, acaba escolhendo um livro pela capa. Ou pelo título. Ou pelos dois. E minha história com “Precisamos falar sobre o Kevin” começou assim. Primeiro meus olhos foram atraídos pela capa. Pararam no título e pensei: “Quero esse livro!”. Depois, acabei lendo a sinopse só para não comprá-lo “no escuro”. E, no momento da sinopse, fiquei ainda mais interessada, porque AMO o tema abordado.

Ao começar a ler, eu tinha a nítida consciência de que seria uma leitura marcante. Não apenas pela sinopse, pela capa, pelas poucas resenhas que li... mas por uma espécie de intuição. Eu não sabia, porém, o tipo de impacto que o livro me causaria e, muito menos o tanto de reflexões, sentimentos e dúvidas que viriam à tona. Lionel Shriver tem um jeito interessante de escrever e, apesar de usar algumas palavras mais “complexas”, achei um tipo de leitura agradável, que não se tornou maçante em momento algum.

Caso eu tivesse enumerado as desvantagens da procriação, “filho pode acabar sendo assassino” jamais teria aparecido na lista

A história é narrada através de cartas. Sim, cartas. Eva Khatchadourian é a mãe de Kevin, um garoto de quase 16 anos que assassinou sete colegas, uma professora e um servente no ginásio da escola. A partir da “quinta-feira”, Eva escreve cartas à Franklin, o pai ausente de Kevin. E como descrito na sinopse do livro, “nelas, ao procurar porquês, constrói uma meditação sobre a maldade e discute um tabu: a ambivalência de certas mulheres diante da maternidade e sua influência e responsabilidade na criação de um pequeno monstro”.

A própria quinta-feira aconteceu em 1999, um ano que muita gente considerou de antemão como sendo o fim do mundo. E quase foi.

Em suas cartas, Eva traz pequenos fragmentos do presente (como suas visitas à Kevin na cadeia), misturados e vinculados ao passado. Do nascimento de Kevin à quinta-feira. É impressionante, é assustador, mas não deixa de ser incrível. A leitura, como já citei, é impactante. Pensar em Kevin, tentar entendê-lo, tentar compreender o porquê de suas ações e, ao mesmo tempo, fazer tudo isso com os olhos de Eva se torna instigante. Você se sente na obrigação de chegar ao final e descobrir como tudo acabará, em que ponto a história cessará. E, quanto mais próximo você está do fim, mais expectativa se cria, mais se aproxima de Eva, mais se tenta compreender Kevin...

Enfim, é uma leitura mais que recomendada, principalmente se você gosta do tema tratado, pois Lionel Shriver fez um trabalho ótimo e surpreendente!

Observação: As imagens foram retiradas da adaptação para o cinema, sob o título homônimo que não sosseguei até conseguir assistir. E, gente, recomendo o filme também. Ele é bastante fiel às falas e aos detalhes encontrados no livro. É claro que o livro apresenta um detalhamento maior, que facilita a compreensão, mas após a leitura, o filme vale super à pena, ao meu ver.



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