[Crônicas de domingo] O sonho é possível!


Se você pode sonhar, você pode fazer.
(Walt Disney)



Todos nós sonhamos! Mas costumamos (culturalmente) matá-los, antes mesmo de nos dar o direito de se pensar na possibilidade deles virem a ser realidade. Motivos, são inúmeros! Por medo de ser ridicularizados, por preguiça, ou comodidade, por ser muito ousado, por ser muito louco... Por medo de ser possível!

Todos os grandes, foram grandes loucos, grandes sonhadores, grandes questionadores e grandes corajosos! Sim, ir contra a tudo que já se conhece, querer e achar que pode mesmo inteligível, requer muita coragem! Santos Dummont, Walt Disney, Isac Newton, Nelson Mandela, Santo Agostinho, todos LOUCAMENTE GENIAIS, foram grandes conquistadores que mudaram a seu modo a história da humanidade com “ridículo” sonho.

Eu, sonhei que poderia ser uma borboleta, na beira da morte quis voar pra vida. Loucura! Os prognósticos diziam não, as dores diziam não, a fragilidade que meu corpo se encontrava gritava que não... As pessoas no fundo de seus olhos se convenceram que não. Também imagina: que possibilidades existiria para uma “louca”, tão louca ao ponto de tentar suicídio, de uma forma tão brutal como por ingestão de soda caustica  e ainda por cima fadada a viver numa cama de hospital, totalmente limitada por sequelas irreversíveis? Mesmo contra tudo e todos até mesmo contra a minha esperança, acreditei que era possível, de alguma forma... de algum jeito... eu iria viver! Acreditei que tudo era possível, pois minha força de viver era maior!

E a fé no que eu não podia ver, me trouxe aqui, se hoje você me lê é porque o meu sonho foi possível. Passaram-se quase seis anos e minhas asas alçaram muito além da minha imaginação. Deram-me: sonhos, um livro, leitores, prêmios, reconhecimento... uma nova vida! As sementinhas regadas com minhas mais sofridas lágrimas, fizeram crescer meu sonho em poesia. A MINHA METAMORFOSE!

Em 2015, recebi o TROFÉU CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE – EDIÇÃO ESPECIAL OURO como destaque do ano! Em 2016, recebi o TROFÉU CECILIA MEIRELLES – MULHERES NOTÁVEIS como um mulher de destaque na literatura nacional! Em 2017, recebi além do TROF[EU CASTRO ALVES – EXCELENCIA LITERARIA pelo meu primeiro livro, recebi o titulo de COMENDADORA DE LITERATURA, entre muitas outras!  Honras inimagináveis pra mim, e um privilégio, principalmente, por estar dentre os grandes nomes da literatura do nosso país. 

E o que foi isso? Sorte? Não! Sonho! Quando você empenha todas as suas forças em prol de um objetivo, você não alcança apenas a Lua, mas também navega pelas estrelas.

Alguns dizem que a partir do momento que você se dedica a correr atrás de seu sonho, que o universo começa a conspirar em seu favor. Eu acredito que não haja conspiração, apenas você traz à existência algo nato, que sempre esteve aí dentro de você. Li uma vez, que Deus não tem sonhos, pois é perfeito, então, criou o homem para sonhar através dele. 
Portanto, quando conquistamos nossos sonhos, simplesmente entramos de acordo com os sonhos que Deus sonhou para nós desde o principio.

Seja qual for o tamanho do seu sonho, Creia! Pois tudo é possível ao que Crer!

Falando Sobre Séries: O Nevoeiro

Título: O Nevoeiro | Título Original: The Mist | Direção: Christian Torpen | Duração: 47 min. Lançamento: 22 de Junho de 2017 Elenco: Morgan Spector, Alyssa Sutherland, Gus Birney e Danica Curcic | Temporadas:Episódios: 10 | 
Gênero: Ficção Científica, suspense e terror Origem: Estados Unidos. 

David Droyton, seu filho e outros moradores de Bridgton, perto de Nova York, se vêem presos num supermercado quando um nevoeiro misterioso se espalha pela cidade. Quando alguns deles tentam sair, são rapidamente devorados por monstros ocultos na neblina. Pânico, paranoia e fanatismo religioso se espalham pelos habitantes á medida que os monstros começam a intimidá-los cada vez mais e as tragédias se sucedem.

[Crônicas de Domingo] E a metamorfose continua! Mariane Helena








“Modificação, resolução, conversão,
Não sou mais o que era.
Eu cresci, mudei, me recriei,
Troquei o chão pelo ar.
Deixei de prostrar-me e decidi voar!”
(Trecho do livro – Metamorfose em palavras)


Não há dia sem a metamorfose da noite. Não há chuva sem a metamorfose da nuvem. A metamorfose faz parte da vida; mazelas e alegrias se fundem para nos revolucionar. Nosso casulo nada mais é do que um mergulho profundo dentro de si mesmo. A vida tem suas fases, tudo se transforma, A única constância é: a mudança!

  Bem dizia Rubem Alves:” A alma é uma borboleta. Há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento de uma grande metamorfose.” Ou seja, todos nós estamos fadados a momentos de solidão e um confinamento interno, deixando para trás tudo fomos (pois somente quem abre mão de quem é, se transforma naquilo que se pode ser), tudo que já foi nosso... até o momento em que essa crisalida não nos couber mais.

É necessário esse período de transição e adversidades. É somente nas fases de maior adversidades que surgem as grandes oportunidades. Oportunidade de crescimento e amadurecimento. Pois o infortúnio é como um vento forte arranca tudo de nós; e o que fica é realmente o que é nossa essência.

Pensemos na metamorfose das borboletas: Enquanto lagarta, ela rasteja no chão por entre folhas... Sem ser notada, sem nenhum valor. Até que chega o momento em que ela deve escolher entre correr o risco de se apertar em um casulo dependurada e enfrentar um período de enclausuramento e solidão, ou correr o risco de passar o resto na vida rastejando. Não sendo o bastante, ela também escolhe, permanecer apertada ou passar pela dor de se desapertar, e ter força necessário com suas frágeis asas como em botão florir.

Ai está a nossa bela arte da vida, viver em equilíbrio. Saber o momento certo de desistir ou suportar. Eis a essência da paz interior: viver o que realmente é;  é concluir o ciclo, a travessia!

E você está disposto a ousar fazê-la? Preparado para concluir sua metamorfose?
Que sejamos aprendizes das borboletas, que sejamos corajosos para vencer as ventanias que nascem dentro de nós. Que sejamos constantes em nossas mudanças, mesmo que para isso seja necessário passarmos por longas e silenciosas metamorfoses.

Mariane Helena




Revista Conexão Literatura n° 27

Nesta nova edição trazemos a atriz e escritora Elisa Lucinda, poetiza ativa que já publicou várias obras e que participa constantemente das novelas da Rede Globo. Confira entrevista exclusiva nas páginas da revista. Bruno Borges (Menino do Acre), escritor que teve repercussão nacional e internacional, também cede entrevista exclusiva para a nossa revista. Entenda um pouco mais sobre o caso.

[Crônicas de Domingo] Antes que o dia termine - Mariane Helena





“ Posso ouvir o vento passar,
Assistir as ondas baterem,
Mas o estrago que fazem,
A vida é curta para ver.”


A vida é tão curta e passageira que só nos resta aproveitar cada segundo que respiramos. A vida não oferece promessas, nem garantias... Apenas possibilidades e oportunidades. Não é necessário correr atrás dela, ou buscar a felicidade: afinal, a felicidade está nos pequenos detalhes. Está no abraço amigo; no beijo de um ente querido; no sol que aquece a pele; na água do chuveiro após um dia de cansaço... E ainda sim, para a maioria das pessoas ela passa por despercebido, pois acreditam numa “felicidade verdadeira” algo superior, maior... Que chegue e transforme suas vidas.

Mas quanto tempo teremos para esperar por extraordinária felicidade? A vida inteira? E quanto tempo durará essa “vida inteira”? Como sempre o ser humano segue o seu caminho na utopia de que tem o controle do tempo e de sua própria vida. Quando de fato temos apenas a possibilidade de regermos nossas ações em detrimento do agora!

A vida deve ser considerada curta sim. E encarada como apenas um instante! Aproveite o ensejo das próximas 24 horas que se apresentam, minimizando as nossas “Expectativas” poderemos aproveitar ao máximo cada momento.

Já imaginou se juntamente com o findar do seu dia, finaliza-se também o seu existir? O que você faria de diferente hoje? O que restará de você as que ficarem? Você está construindo boas recordações? Será que não está mais preocupado com a herança financeira deixada, do que com memórias afetivas?

Veja, mesmo que tudo não termine com o pôr-do-sol, tenha certeza que estará construindo uma boa vida para si! E se nós somos o reflexo do outro e/ou a continuidade do mesmo, tudo o que fizermos em prol do outro reverberara também em nós, ou seja, só haverá ganhos para alma, para o corpo, e a para a comunidade.

Dizem que o que fazemos hoje ecoa na eternidade. Com certeza se abraçarmos essa verdade, fundaremos um presente muito mais feliz e responsável. Por isso também, temos mais um motivo para nos deleitarmos cada dia mais com as dádivas  que nos são ofertadas graciosamente a cada manhã.

Por tanto, apesar dos pesares e desafios diários, não percamos a capacidade de nos encantarmos com a vida. E que esse entusiasmo jamais adormeça.

Antes que o dia termine!


Mariane Helena


[Literatura, sua linda!] João Cabral de Melo Neto

O olhar racional do poeta





Mesmo sem querer fala em verso
Quem fala a partir da emoção

João Cabral de Melo Neto
O que eu achei de mais incrvel nesse autor foi saber o rigor que ele elaborava seus escritos. Ele rejeitava todo de tipo de inspiração, de intuição... Por exemplo, se ele acordasse com uma ideia em mente automaticamente ele a descarta. Ele gostava de trabalhar com o tangivel, com 100% razão, apesar de escrever textos inspiradores e inspirados, essa era sua regra.
João gostava de falar da realidade da vida, do sofrimento do povo.. seus textos são pautados no outro com criticas fortemente politicas apesar de ser um ser apartidário. Conheça um pouco mais de sua história:
João Cabral de Melo Neto nasceu na cidade do Recife, a 6 de janeiro de 1920 e faleceu no dia 9 de outubro de 1999, no Rio de Janeiro, aos 79 anos. Eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 15 de agosto de 1968, tomou posse em 6 de maio de 1969. Foi recebido por José Américo.
Filho de Luís Antônio Cabral de Melo e de Carmen Carneiro Leão Cabral de Melo. Parte da infância de João Cabral foi vivida em engenhos da família nos municípios de São Lourenço da Mata e de Moreno. Aos dez anos, com a família de regresso ao Recife, ingressou João Cabral no Colégio de Ponte d’Uchoa, dos Irmãos Maristas, onde permanece até concluir o curso secundário. Em 1938 freqüentou o Café Lafayette, ponto de encontro de intelectuais que residiam no Recife.
Dois anos depois a família transferiu-se para o Rio de Janeiro mas a mudança definitiva só foi realizada em fins de 1942, ano em que publicara o seu primeiro livro de poemas - "Pedra do Sono".
No Rio, depois de ter sido funcionário do DASP, inscreveu-se, em 1945, no concurso para a carreira de diplomata. Daí por diante, já enquadrado no Itamarati, inicia uma larga peregrinação por diversos países, incluindo, até mesmo, a República africana do Senegal. Em 1984 é designado para o posto de cônsul-geral na cidade do Porto (Portugal). Em 1987 volta a residir no Rio de Janeiro.
A atividade literária acompanhou-o durante todos esses anos no exterior e no Brasil, o que lhe valeu ser contemplado com numerosos prêmios, entre os quais - Prêmio José de Anchieta, de poesia, do IV Centenário de São Paulo (1954); Prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras (1955); Prêmio de Poesia do Instituto Nacional do Livro; Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro; Prêmio Bienal Nestlé, pelo conjunto da Obra e Prêmio da União Brasileira de Escritores, pelo livro "Crime na Calle Relator" (1988).
Em 1990 João Cabral de Melo Neto é aposentado no posto de Embaixador. A Editora Nova Aguilar, do Rio de Janeiro, publica, no ano de 1994, sua "Obra completa".
A um importante trabalho de pesquisa histórico-documental, editado pelo Ministério das Relações Exteriores, deu João Cabral o título de "O Brasil no arquivo das Índias de Sevilha". Com as comemorações programadas neste final do século, relacionadas com os feitos dos navegadores espanhóis e portugueses nos anos que antecederam ou se seguiram ao descobrimento da América, e, em particular ao do Brasil, a pesquisa de João Cabral assumiu valor inestimável para os historiadores dos feitos marítimos, praticados naquela época.
Da obra poética de João Cabral pode-se mencionar, ao acaso, pela sua variedade, os seguintes títulos: "Pedra do sono", 1942; "O engenheiro", 1945; "O cão sem plumas", 1950; "O rio", 1954; "Quaderna", 1960; "Poemas escolhidos", 1963; "A educação pela pedra", 1966; "Morte e vida severina e outros poemas em voz alta", 1966; "Museu de tudo", 1975; "A escola das facas", 1980; "Agreste", 1985; "Auto do frade", 1986; "Crime na Calle Relator", 1987; "Sevilla andando", 1989.
Em prosa, além do livro de pesquisa histórica já citado, João Cabral publicou "Juan Miró", 1952 e "Considerações sobre o poeta dormindo", 1941.
Os "Cadernos de Literatura Brasileira", notável publicação editada pelo Instituto Moreira Salles - dedicou seu Número I - março de 1996, ao poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto, com selecionada colaboração de escritores brasileiros, portugueses e espanhóis e abundante material iconográfico.

Resenha - Noite à Deriva

Título: Noite à Deriva | Autora: Amanda Reznor | Editora: Independente  
Páginas: 130   Ano Lançamento: 2017 
Antologia com 7 contos sombrios de Amanda Reznor (autora de Delenda & o Vale dos Segredos), nos quais muito suspense e acontecimentos estranhos invadem o Brasil e outras partes do mundo. Contos conhecidos como A Dama dos Corvos, de gênero steampunk, e outros inéditos como o Mal Invisível, do gênero queer, além de um poema entre cada conto para * derivar * ainda mais as emoções do leitor! 

Resenha: Espero por você (Wait for you)

Título Original: Wait for you | Editora: Novo Conceito
Autora: J. Lynn | Ano: 2017 | Páginas: 384
Sinopse: Algumas coisas valem a pena esperar. Algumas coisas valem a pena experimentar. Algumas coisas não devem ser mantidas em silêncio. E, por algumas coisas, vale a pena lutar. Avery Morgansten precisa fugir. Ir para uma faculdade a centenas de quilômetros de casa foi a única forma que encontrou para esquecer o acontecimento fatídico que, cinco anos antes, mudara a sua vida para sempre. O que não estava em seus planos era atrair a atenção do único rapaz que pode mudar totalmente a rota do futuro que Avery está tentando construir. Cameron Hamilton tem um metro e noventa de altura, impressionantes olhos azuis e uma habilidade notável para fazer com que Avery deseje coisas que ela acreditava terem sido roubadas irrevogavelmente dela. Envolver-se com ele é perigoso. No entanto, ignorar a tensão entre eles — e despertar um lado dela que nunca soube que existia — é impossível. Até onde ela estará disposta a ir e o que fará para esquecer o passado e viver aquela relação intensa e apaixonada, que ameaça ruir todas as suas certezas e fazê-la conhecer um mundo de sensações que julgava estar negadas para sempre?

[Crônicas de Domingo] As marcas da dor - Mariane Helena




“Não é o evitar o sofrimento, a fuga diante da dor, que cura o homem, mas a capacidade de aceitar a tribulação e nela amadurecer [...].”
Papa Bento XIV


A dor se apresenta de múltiplas formas e em vários aspectos da nossa vida. Durante o caminho da existência, sentir dor é algo inerente a todos nós. Não é apenas “mérito” de alguns. E a dor é algo tão peculiar, pois para cada um, revela-se de um tom, de um jeito e com uma missão.

A dor não existi como um “castigo” de Deus para com o homem. Também não é apenas um simples trampolim para uma outra vida. Ela é um propósito! Tem seu próprio caminho. Por tanto é preciso olhar a dor do lado de fora, do lado da oportunidade. Oportunidade de aprender; de crescer; de sair da mediocridade... Oportunidade de si reconhecer através dela. Vendo de outros ângulos, você compreende o valor que essas arrestas terão no seu futuro.

Todos nós passamos por momentos de hesitação e insegurança. Não há quem não sinta medo e ansiedade em determinadas situações (que tem a dor como protagonista), como: a morte, a doença, a perca, a ausência, o desamparo, as limitações... Não há quem não se desespere diante de certos estímulos da dor (dor física, dor da alma, dor psíquica); pois possuímos fragilidades. Só não as reconhecem aqueles que não são capazes de viajar para dentro de si mesmo.

Há lágrimas úmidas, lagrimas seca, lagrimas duras, lágrimas pesadas; lagrimas que cortam... há lágrimas que gritam silenciosamente. Uns exteriorizam e vivem suas dores, outros, numa atitude inversa (afinal quem não quer fugir da aparência da dor?), Decidem fugir dela! Guardá-la “debaixo do tapete” e não mexer mais com ela, para evitar a dor. Esse é o principal fator que prolongam e atrasam o trajeto entre a dor e a cura.

A dor é como a torrente de um rio. Ela precisa seguir seu curso e tentar barra-la realmente será inútil! E essa força que aparentemente arrasa com tudo, nos deixa marcas . Marcas que só farão sentindo na posteridade, pois ela nos faz forte!

A dor nos torna grandes e resilientes. Nos possibilita sair da superficialidade, nos leva a uma imersão pessoal tão profunda , que sem ela são seria possível.

Vivenciando-a até o fim, com honestidade e com um olhar descoberto para cada dor, só assim entenderemos o “pra quê?” por detrás de cada uma delas; propiciando o crescimento e levando-as para um passado que não voltará mais, pois já foi vencido e vivido.


Mariane Helena