Resenha: A garota do calendário – Abril

Título Original: Calendar girl - April | Autora: Audrey Carlan
Editora: Verus | Páginas: 160 | Ano Lançamento: 2016 

Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... O cliente de abril é o astro do beisebol Mason Murphy, de Boston, que precisa de Mia a seu lado para melhorar sua imagem com os patrocinadores. Mason não está acostumado a ouvir “não” de mulher alguma, e Mia vai representar o desafio supremo para ele.

[Literatura, sua linda!] Escritor Manuel Bandeira


Apaixonadamente poeta


Não quero amar,
Não quero ser amado.
Não quero combater,
Não quero ser soldado.

— Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples!

(Manuel Bandeira)

Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho (Recife, 19 de abril de 1886 — Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1968) foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro.

Considera-se que Bandeira faça parte da geração de 1922 da literatura moderna brasileira, sendo seu poema Os Sapos o abre-alas da Semana de Arte Moderna de 1922. Juntamente com escritores como João Cabral de Melo Neto, Paulo Freire, Gilberto Freyre, Clarice Lispector e Joaquim Nabuco, entre outros, representa o melhor da produção literária do estado de Pernambuco.

 Manuel Bandeira é o referencial da poesia Moderna Brasileira, daí sua importância. Uma pessoa que falou em seus versos a linguagem do povo, os temas que a população gostava de ler. É o dia a dia e as preocupações de todos nós que são retratados em seus poemas. Mesmo fazendo parte do Modernismo, Bandeira não perdera a sensibilidade, dando uns toques de leves, românticos, enriquecendo a sua poesia. Ele é o modernista das circunstâncias simples, elementares, em que precisam ser precisas e suficientes, como as matérias indecomponíveis: “Assim eu quereria o meu último poema / Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais” (“O último poema”, Libertinagem). 

Manuel costumava se gabar de um suposto encontro com Machado de Assis, aos dez anos de idade, numa viagem de trem. Dizia ter puxado conversa: "O senhor gosta de Camões?". Na ocasião, Bandeira teria recitado uma oitava de "Os Lusíadas", que Machado de Assis não lembrava. Na velhice, confessou que tinha inventado essa história para impressionar os amigos.

Acometido pela tuberculose, escreveu o poema "Pneumotórax". Trata-se de uma pequena narrativa poética em terceira pessoa que representa uma consulta médica.
Manuel Bandeira teve um tio que foi advogado, professor de Direito e membro da Academia Brasileira de Letras.

Manuel Bandeira se considerava um poeta ruim e um cronista de província. Ele também ficou conhecido por traduzir para o português as obras de Brecht, Shakespeare e Schiller.

A obra do pernambucano Manuel Bandeira é permeada de erotismo. Em seus poemas surgem nomes de mulheres como Tereza ou Esmeralda e um desejo latente por figuras femininas mais genéricas, como as moças dos anúncios do sabonete Araxá. A relação da poesia amorosa com a vida pessoal do autor, no entanto, sempre foi obscura para a maior parte de seus leitores. Nisso, o pernambucano era diferente de Vinícius de Moraes, cujos sonetos – sobre amores que eram infinitos enquanto duravam – foram obviamente inspirados em seus nove casamentos. Ou de Carlos Drummond de Andrade, que depois dos 50 anos produziu poemas eróticos ousadíssimos, inspirados numa amante que o acompanhou até o final da vida.

Bandeira transmitia a imagem de homem solitário, frágil e convalescente de uma tuberculose contraída na juventude. Morreu aos 82 anos sem nunca ter se casado. Só os amigos próximos tomaram conhecimento de sua conturbada vida sentimental. Ela foi recheada de aventuras, o que ajuda a explicar uma poesia tão sensual. Durante uma parte da vida, Bandeira amou três mulheres ao mesmo tempo, embora não vivesse com nenhuma delas: a holandesa Frédy Blank, que era casada, a pernambucana Dulce Pontes, que também escrevia poesia, e a mineira Maria de Lourdes de Souza, filha de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Como Bandeira era elegante e discreto, suas mulheres conviviam de forma harmoniosa.

O Último Poema

Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
(Manuel Bandeira)

Manuel Bandeira foi sepultado no mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério de São João Batista, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro.



Mariane Helena.

Resenha: A garota do calendário – Março

Título Original: Calendar girl - March | Autora: Audrey Carlan
Editora: Verus | Páginas: 144 | Ano: 2016 

Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Mia vai passar o mês de março em Chicago com o empresário Anthony Fasano, que a contrata para fingir ser noiva dele. A princípio Mia não entende por que um homem tão lindo e másculo precisa de uma falsa noiva. 

Lançamentos Mês Setembro: Grupo Editorial Pensamento

Rick Bonadio iniciou sua carreira 1986, aos 17 anos, quando gravou um disco, porém foi na mesa de som, produção e composição que ele se consagrou. É atualmente o produtor musical mais conhecido do Brasil. Já revelou, produziu e empresariou grupos como Charlie Brown Jr., Mamonas Assassinas, Titãs, Rouge, Ira! e NX Zero. Produziu mais de 300 artistas e ganhou 31 discos de ouro, platina, platina dupla e diamante por vendagens que, somadas, ultrapassam os 15 milhões de álbuns. Foi diretor artístico e depois presidente da gravadora Virgin Records no Brasil e criou o selo Arsenal Music, adquirido pela multinacional Universal Music. Trabalhou em programas de TV como Popstars (SBT), Caldeirão do Huck (Globo), Countrystar (Band), Ídolos (Record), Fábrica de Estrelas (Multishow) e, atualmente, é jurado do X Factor Brasil (Band).

A série Starling chega a seu desfecho épico neste terceiro volume. A ancestral profecia nórdica do Ragnarök está prestes a se cumprir. Mason Starling tem nas mãos o destino do mundo, enquanto Fennrys, seu amor, jaz a seus pés sangrando, com a vida por um fio. No entanto, o que quer que esteja por vir não ocorrerá por causa de uma profecia ou dos planos maquiavélicos do seu pai. Tudo depende apenas das decisões de Mason e Fenn. E o mundo deve torcer para que ambos alcancem aquilo que suas almas e suas espadas mais almejam: evitar o fim do mundo.

Após uma catástrofe que matou milhões de pessoas, uma fenda se abre entre as dimensões e as cidades passam a ser assombradas por fantasmas. Verônica não passa um dia sem ver um fantasma, mas eles não a assustam. Porém, os fantasmas estão ganhando força e começam a aparecer com muito mais frequência. Ela e seu colega de classe Kirk, investigam por quê e descobrem uma história sinistra: August, seu professor de história, não se conforma que a sua filha não voltou do mundo dos mortos como fantasma e acha que para isso acontecer ela precisa primeiro se apossar de um corpo, e que Verônica é a pessoa certa para abrigar o espírito da filha. Mesmo que esteja errado, que mal há em criar mais um fantasma, se já existem tantos!

Resenha: O Cobiçado-Rohan Sen (O Cobiçado #1)


Título Original: O Cobiçado - Rohan Sen | Autora: Mari Scotti
Editora: Amazon | Ano: 2016 | Páginas: 414
Sinopse: Vinte e quatro mulheres à sua disposição. Um coração incapaz de ceder. Rohan Sen é um solteirão convicto, vocalista da Four River, uma banda de rock conhecida internacionalmente. Galã nas horas vagas (e nas ocupadas também), desistiu do romantismo após ser largado no altar em rede nacional. Tudo estava bem, até que foi convidado para ser o astro de "O Cobiçado", um novo reality show. Aillen Kern encontrou na voz rouca de Sen, um bálsamo para as dores da perda. Após a morte de seu noivo, ela se entregou ao luto, trancando seu coração, mas não o seu amor pela música. Só não esperava ter a chance de conhecer seu ídolo, um dia. Menos ainda participar de um programa em busca de um novo amor, algo que ela decidiu nunca mais procurar. Encontrar o amor em um programa de TV parece improvável, mas a vida pode surpreender.

Lançamentos do mês: Grupo Editorial Record

Uma das principais obras do século XX, “O diário de Anne Frank” até hoje emociona leitores no mundo inteiro e não sai das listas de livros mais vendidos no Brasil. Quase um século depois, no sótão da casa de Buddy Elias, primo de Anne Frank, em Basileia, foi encontrado um maço com mais de mil cartas, documentos e fotos – que dão ainda maior significado para a história da família e, ao mesmo tempo, colocam em evidência os relatos da própria Anne. Narrada pela esposa de Buddy, Gerti Elias, e pela escritora Mirjam Pressler, “A história da família de Anne Frank” tece um retrato envolvente e cativante de uma das mais famosas famílias judaicas vitimadas pelas atrocidades da Segunda Guerra Mundial. Além de relatos como os das férias na casa dos Frank em Sils Maria, Alpes Suíços, no verão de 1935, o livro traz ainda uma série de fotos e documentos inéditos. 

Autor de obras como “Minha mãe se matou sem dizer adeus”, vencedor do Prêmio APCA de melhor romance de 2010 e finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2011 e do Jabuti 2011; e “O mendigo que sabia de cor os adágios de Erasmo de Rotterdam”, vencedor do Jabuti em 2013, Evandro Affonso Ferreira escreve mais um poderoso romance. Aqui, o autor constrói um painel sombrio da proximidade da morte. Formado por cacos da existência do narrador, a obra nos apresenta um personagem poderoso que, mesmo no crepúsculo pessoal, cultiva a necessidade humana de compartilhar – ainda que seja o próprio fim. 


Oscar é o melhor amigo e vizinho de Meg. Ele tem o incrível dom de consertar qualquer problema assando tortas de maçã perfeitas. Mas nem suas renomadas tortas conseguem aplacar a tristeza de seu pai, ainda de luto pela morte da esposa. Quando Meg recebe a notícia de que irá se mudar para a Nova Zelândia por seis meses – assim como Oscar. Para piorar tudo, a casa de Meg é alugada pela família da terrível Paloma Killealy, que inventa todo tipo de mentiras sobre o garoto na escola. De repente, Oscar desaparece. Sua bicicleta e suas roupas são encontradas no litoral, e todos acreditam que o pior aconteceu e ele cometeu suicídio. Mas Meg tem certeza que não. Com a ajuda do irmãozinho de Oscar, ela decide investigar o paradeiro dele, e por mais difícil que seja, nunca abrir mão da esperança. 
Nos anos 1960, dois funcionários de uma indústria química sofrem uma grave intoxicação ao limparem um de seus tanques. Apenas um deles sobrevive, mas seu estado de saúde é crítico. Enquanto isso, em Chinatown, vinte e dois idosos do bairro morrem de forma inesperada e, segundo a perícia forense, todos eles beberam água mineral da mesma marca. Nas garrafas, uma quantidade mortal de arsênico. A princípio, o único elo entre esses acontecimentos é Samuel Hamilton, jornalista que está apurando os dois casos. Em sua busca pela verdade – e por um novo furo de reportagem –, ele irá se deparar com um complexo quebra-cabeça que revela uma rede de intrigas e lutas pelo poder na cidade. 


O conceito de “ser preguiçoso” foi criado há milhares de anos pelas religiões e filosofias do Extremo Oriente. É o que os sábios chineses chamam de WU-WEI: uma maneira natural de ser, um estado de fluxo em que o corpo está relaxado e a atenção está focada. Apresentando uma série de atividades simples e rápidas, Laurence Shorter mostra que ser preguiçoso pode ser o segredo de uma vida plena, feliz e até mesmo mais produtiva. Com ilustrações inteligentes e divertidas, este livro vai ajudá-lo a encontrar o seu ritmo sem precisar de anos de meditação ou terapia. 


De onde vem essa extraordinária necessidade de crença que em toda parte invariavelmente encontramos no homem? O autor se questiona através do exame de figuras históricas do divino, que vão do Totem ao Povo e ao Proletariado, passando pela Physis dos gregos, pelo Deus dos monoteísmos e encontra no real um motivo para essa propensão irresistível para se alienar ao Outro. O homem é um ser inacabado. Essa falta verificada em sua natureza e evocada por tantos pensadores, de Platão a Lacan, é hoje confirmada pela ciência com a teoria da neotenia, mostrando que o homem, no nascimento, é um prematuro. Por isso é que, para efetuar sua subjetivação, ele precisa inventar seres sobrenaturais nos quais deseja acreditar como se existissem realmente. Mas que acontece quando, tal como hoje, assistimos à morte de Deus – anunciada por Nietzsche há um século? O ser humano, se já não se aliena a um Outro, estaria de agora em diante condenado ao radicalismo desesperado e desesperador dos fundamentalismos, à depressão frente a um mundo dessimbolizado ou à tentação de se recriar, mais bem-acabado, com o apoio das tecnociências? Estaríamos assim, em meio ao caos religioso e ao desalento galopante, em marcha para uma pós-humanidade? Estaria a espécie humana radicalmente ameaçada? São questões cruciais que não podem ser examinadas sem que se articulem campos de conhecimento diversificados: a antropologia, a história, a filosofia política, a estética e a psicanálise.
O deus nórdico Loki despertou a curiosidade do grande público depois de ser interpretado pelo ator Tom Hiddleston na série de filmes “Os vingadores”. Aqui, a autora Joanne M. Harris conta a história do deus cuja notória reputação é a de orquestrador de trapaças e enganações – mas por seu lado da história. Nascido demônio, Loki é visto com profundas suspeitas por seus companheiros deuses, que jamais o aceitarão como um deles; por conta disso, ele promete se vingar. Mas enquanto o deus-demônio planeja a derrocada de Asgard e a humilhação dos seus opressores, poderes maiores conspiram contra os deuses e uma batalha é arquitetada para mudar o destino dos Mundos. Do recrutamento por Odin do reino do Caos, através dos anos como solucionador de problemas de Asgard, até a perda do seu posto no desenrolar para o Ragnarök, este é o Evangelho de Loki, a sua longa e curiosa versão da história. 
Guy Ableman é um romancista apaixonado pela mulher, Vanessa, uma ruiva deslumbrante, contraditória e assustadoramente estressada. O problema é que ele não está menos fascinado pela sedutora sogra, Poppy. Essas duas constituem uma presença potente que destrói a paz de espírito de Guy, fazendo-o imaginar histórias ao mesmo tempo que impossibilita de se concentrar tempo suficiente para escrevê-las. Não que alguém leia seus livros. Ou qualquer outra coisa. A leitura, Guy teme, acabou. Seu editor, consciente disso, suicidou-se. Seu agente anda sumido. Vanessa, por outro lado, está escrevendo o próprio romance. Guy não espera que ela termine, mas se apavora quando pensa que pode estar errado. A ficção pode estar morta, mas o desejo, não. A partir desse desejo, ele acredita que pode escrever um ótimo livro. 


Em “Carteiro imaterial”, Marco Lucchesi apresenta um conjunto de indagações e reflexões que passeia pela História e pela literatura de forma erudita, poética e original. Na miscelânea literária de Lucchesi, figuram personalidades próximas do autor, como o escritor Antonio Cícero, o poeta turco Ataol Behrmaoglu, o teólogo Leonardo Boff, o filólogo Evanildo Bechara, a quem ele dedica um duelo “politicamente incorreto” da escrita, e a professora e poeta Cleonice Berardinelli, colega de cadeira na Academia Brasileira de Letras.Reunindo ensaios já publicados e inéditos, “Carteiro imaterial” se dedica ainda a temas atuais da história mundial e nacional. O autor aborda a interdependência da relação entre a história do Brasil e da Biblioteca Nacional, os 450 anos do Rio, comemorados em 2015, e os perigos do Estado Islâmico.