Lançamentos do mês #02: Grupo Editorial Record

Autor de outros best-sellers pela Record, como “Esquerda Caviar” e “Contra a maré vermelha”, Rodrigo Constantino aborda, neste novo livro, o mito do jeitinho brasileiro. O autor defende que a mistura de jogo de cintura, malandragem e malemolência já conhecida por aqui não deveria ser considerada qualidade ou marca distintiva do brasileiro. Constantino faz uma crítica cultural e, para isso, visita as origens institucionais do país, esmiúça aspectos políticos, econômicos e investiga os limites entre público e privado no Brasil. 


Pedro Doria é colunista dos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, além da rádio CBN.Com maestria e estilo, unindo o rigor da investigação histórica minuciosa à experiência de repórter tarimbado, ele recria em ângulos originais, hiper-realistas – o cenário que deflagrou o movimento tenentista na década de 1920. Narrado em forma de thriller, Tenentes apresenta a história da crise política que desencadeou uma guerra civil sem precedentes no país, em um tempo – nada remoto – em que as crises políticas se resolviam de outro jeito.







Resenha: Onde está Elizabeth?

Título: Onde está Elizabeth? | Título Original: Elizabeth is missing  Autora: Emma Healy Editora: Record | Páginas: 307 | Ano Lançamento: 2016

Vencedor do Costa Book Awards e do Premio Salerno Libro dEuropa, o romance de estreia de Emma Healey é uma delicada narrativa sobre memória misturada a um thriller. Maud tem 80 anos e está ficando cada vez mais esquecida. Sua própria filha e sua casa lhe parecem irreconhecíveis, e ela escreve bilhetes para si mesma na tentativa de lembrar do cotidiano. Um dia, um dos bilhetes informa que sua amiga Elizabeth está desaparecida. Embora todos lhe assegurem que ela está bem, Maud embarca numa missão para encontrá-la. A iniciativa, no entanto, acaba se confundindo com a história de Sukey, sua irmã mais velha, desaparecida desde o fim da Segunda Guerra Mundial. 

[Descomplicando] O Tempo do conto

O TEMPO – Revela o momento em que tudo acontece, podendo ser classificado em cronológico e psicológico.

O tempo cronológico, como bem retrata a origem do vocábulo, é marcado pela ordem natural dos acontecimentos, ou seja, delimitado pelos ponteiros do relógio, pelos dias, meses, anos, séculos. Tendem a desencadear uma sequência linear dos fatos.

Tempo cronológico = É o relógio, o calendário... sempre para a frente. Presente e futuro (mesmo que comece a narrativa em 1980, por exemplo, daí só poderá ir para frente, como no relógio).
Tempo cronológico é o contado no relógio, horas, dias , anos, numa ordem linear de tempo. Uma sequência em sentido horário.

Exemplo: Hoje, acordei, tomei café e me vesti para ir trabalhar. Como peguei um engarrafamento enorme, terminei chegando atrasada.

Tempo psicológico = É o pensamento, podendo voltar no tempo, nas lembranças... Pode ficar viajando entre o passado, presente e futuro.(pode começar em 1980, vir para 2009, voltar para 1730), e pode ficar dando "piruetas" no tempo, sem preocupação com o relógio ou com o calendário.
Tempo psicológico, é "mental" , não segue uma ordem linear, sequêncial.

Exemplo: Estive relembrando os tempos em que corria descalça na terra batida do quintal da casa grande no sítio da minha vó. Senti por alguns instantes o cheiro de terra molhada quando chovia... A memória nos faz reviver tempos que jamais voltarão.



Musicalizando Livros: Poesia e um pouco de Rammstein

Saudações literárias, queridos livreadores! Tudo bem com vocês? Espero que sim, hoje o musicalizando está com um som pauleira, aumente o volume do seu player e bora ler o post de hoje. O post de hoje é sobre poesia e um pouco de Rammstein, mas vamos começar com uma coisa de cada vez. Vou começar falando da banda Alemã Rammstein. 

[Literatura, sua linda!] Escritora Maria Firmina

Mesmo sem poder, Ela pode!

Ah! se pudesse!... mas muda
Sou, por lei, que me impõe Deus!
Essa frase maga encerra,
Resume os afetos meus;
Exprime o gozo dos anjos,
Extremos puros dos céus.

(Maria Firmina dos Reis)



Negra, nordestina, pobre, bastarda, mulher. Tudo isso em um Brasil escravocrata no século XIX. Ainda assim, com os mais louváveis méritos, Maria Firmina dos Reis se estabeleceu como uma das escritoras mais admiráveis de toda a literatura brasileira.

Muito jovem, aos 22 anos, dedicou-se ao magistério, uma das poucas atividades trabalhistas “designadas” às mulheres de sua época. Paralelamente às atividades como professora, Maria Firmina possui participação constante na imprensa local, publicando diversas poesias, crônicas e contos.

Em 1859, aos 34 anos, publica o romance Úrsula, uma de suas obras mais marcantes. Úrsula é tido por diversos historiadores não apenas como o primeiro romance abolicionista brasileiro, mas também como o primeiro romance da literatura afro-brasileira.

Úrsula possui temática forte, uma reivindicação pela primeira vez “interna”, proveniente de uma afro-brasileira indignada com a sua condição de negra e mulher diante a uma sociedade patriarcal e escravocrata. Não apenas como um passatempo literário inocente, conforme os romances dedicados à leitura feminina por muito tempo, Úrsula vai além de uma simples história de amor impossível com final feliz. É em si, incontestavelmente, um grito, uma denúncia aos absurdos impostos pela sociedade ao negro e a mulher no Brasil oitocentista.

Provavelmente ciente das dificuldades que encontraria ao publicar tal obra, Maria Firmina adotou medidas preventivas ao tratar de sua própria obra. Úrsula não foi publicado sob o nome de Maria Firmina dos Reis e sim sob o pseudônimo “Uma Maranhense”.

Já na introdução, a autora afirma que “pouco vale este romance, porque escrito por uma mulher, e mulher brasileira, de educação acanhada e sem o trato e conversação dos homens ilustrados.” Por trás da modéstia da autora, sincera ou não, pode-se observar a subserviência necessária à mulher ao publicar um livro, ou seja, o exercício de uma atividade comum apenas entre homens brancos, ricos e com acesso a educação europeia.

Anos depois, após se aposentar na década de 1880, a escritora ainda fundaria a primeira escola mista e gratuita do Estado. Maria Firmina voltara às salas de aula, mas a escola teve que ser fechada na época por causa do escândalo causado no povoado de Maçaricó, devido ao fato da escola “misturar” meninos e meninas. Sempre lutando pela educação e melhores condições aos negros e as mulheres, ela ainda seria responsável pela composição do Hino da Abolição da Escravatura.



Livreando News: Aplicativo do Skoob

Saudações literárias, queridos livreadores, tudo bem com vocês? Espero que sim e com muitos livros lidos. Temos uma novidade super mega fantásticas! Atualizado o aplicativo do Skoob!!