Resenha: A Menina Submersa: Memórias


Título Original: The Drowning Girl: A Memoir | Autor: Caitlín R. Kiernan Páginas: 317 
 Editora: Darkside Books | Ano: 2015 | Gênero: Fantasia/ Ficção Científica

Sinopse: A Menina Submersa: Memórias é um verdadeiro conto de fadas, uma história de fantasmas habitada por sereias e licantropos. Mas antes de tudo uma grande história de amor construída como um quebra-cabeça pós-moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental. Um romance repleto de camadas, mitos e mistério, beleza e horror, em um fluxo de arquétipos que desafiam a primazia do “real” sobre o “verdadeiro” e resultam em uma das mais poderosas fantasias dark dos últimos anos. Considerado uma “obra-prima do terror” da nova geração, o romance é repleto de elementos de realismo mágico e foi indicado a mais de cinco prêmios de literatura fantástica, e vencedor do importante Bram Stoker Awards 2013. O trabalho cuidadoso de Caitlín R. Kiernan é nos guiar pela mente de sua personagem India Morgan Phelps, ou Imp, uma menina que tem nos livros os grandes companheiros na luta contra seu histórico genético esquizofrênico e paranoico. Filha e neta de mulheres que buscaram o suicídio como única alternativa, Imp começa a escrever um livro de memórias para tentar reconstruir seus pensamentos e lutar contra o que seria “a maldição da família Phelps”, além de buscar suas lembranças sobre a inusitada Eva Canning, sua relação com a namorada e consigo mesma, que evoca em muitos momentos a atmosfera de filmes como Azul é a Cor mais Quente (Palma de Ouro em Cannes, 2013) e Almas Gêmeas (1994), de Peter Jackson.




Olá, voltei!! Desculpem o sumiço de duas semanas, mas tive uns dias conturbados. E foi justamente toda essa loucura que me fez escolher esse livro para resenhar para vocês...

Será que sou uma louca que apenas transfere seus delírios e consciência perturbada para a palavra escrita?

Para alguns esse é um livro confuso, para outros louco. Para mim ele é fantástico. Você já pensou como é entrar na cabeça de um doente mental, de um paranoico, lunático ou esquizofrênico? Ver de forma "clara", como se fosse a narração de um livro, toda essa loucura? Em 'A Menina Submersa' temos um pouco disso, e é isso que, na minha humilde opinião, torna o livro tão fantástico.

Todos temos nossos demônios, aos quais escondemos bem nas entranhas do nosso ser. Muitos nem conseguem lidar com eles e tem medo do que aconteceria se as pessoas os descobrissem. E mesmo eles estando a todo o tempo à espreita, tentando escapar e se mostrar para o mundo, fazemos todo o possível para esconde-los, tranca-los em uma caixinha escondida bem no fundo escuro de nosso ser. Mas, se um dia resolvêssemos contar para alguém sobre eles, tenho certeza que seria da mesma forma que India Morgan Phelps, ou simplesmente Imp, fez. E que a sensação que nosso ouvinte teria seria a mesma que temos ao ler essa obra, de plena confusão e complexidade. Por que, lidar com o outro e com suas "esquisitices" pode ser muito complicado, ainda mais quando temos os nossos próprios demônios esperando uma brecha na porta do subconsciente para escapar.

Eu nunca poderia ser uma escritora. Não uma escritora de verdade. É terrível demais ter pensamentos que se recusam a se transformar em frases.

A Menina Submersa é escrito de uma forma não-linear, o que de certa forma te deixa confuso e te faz ter que reler algumas parte para que entenda. Mas, toda essa confusão, para mim, é uma forma que a autora encontrou de mostrar como funciona a mente de India, que foi diagnosticada com um distúrbio psicológico aos 17 anos, logo após perder sua mãe.

De acordo com a garota, as mulheres da família sofrem da "Maldição da Família Phelps" pois, elas teriam um histórico genético esquizofrênico e paranoico. Sua mãe e sua avó para fugirem desse fardo de loucura se suicidaram, e agora Imp tenta de uma forma tortuosa entender o que aconteceu com elas, com Eva Camming, com sua namorada e com si própria.

"Você olha para um quadro pendurado em uma parede e, de repente, ele parece uma janela. Parece tanto uma janela que uma garota de 11 anos tenta esticar a mão até o outro lado. Mas a parte triste das janelas é que a maioria delas abre para os dois lados. Elas permitem que você olhe para fora, mas também deixam que alguma coisa que acontece olhe para dentro."

Nós acompanhamos de forma muito intensa o passado da protagonista com sua avó, sua ralação com Abalyn Armitage - uma moça que ela conheceu no meio da calçada e que tinha acabado de ser "despejada" por causa de sua orientação sexual, e sem mesmo a conhecer, Imp acaba convidando a garota para ir morar com ela, e depois de um tempo elas acabam namorando. Acompanhamos também sua relação consigo mesma e sua busca em sua memória do que é falso e do que é verdadeiro, depois de conhecer Eva Camming.

A forma como a personagem fala, explica e afirma a veracidade do quadro A Menina Submersa é tão real que, nos faz ter uma visão ampla e profunda dele e do artista, fazendo com que acreditemos na existência dos mesmos. Se buscarmos informações quanto ao quadro e ao autor, vemos que não passam de personagens fictícios muito bem construídos.

Quer dizer, se é que essa conversa aconteceu. Quase parece que sim, mas um monte de lembranças minhas são falsas, por isso nunca posso ter certeza, de um jeito ou de outro. Muitas das minhas lembranças mais interessantes parecem nunca ter acontecido.

Como sua memória é irregular, ela nos avisa várias e várias vezes que não tem muita certeza se algo aconteceu daquele jeito, mas que pode ter sido bem parecido com aquilo. Ela faz com que enxerguemos tudo da forma como quer, como se houvesse algo embaçando nossa visão para os fatos e detalhes. O único momento em que vemos a mente dela com clareza é quando ela para de se medicar, em uma tentativa de descobrir Eva, e acaba mergulhando em um mundo de esquizofrenia, paranoia, confusão e demônios em sua própria mente.

— Como falei, dou risada sempre que posso. Rio para manter os lobos a distância.

A Limited Edition de A Menina Submersa e linda como qualquer outro livro da DarkSide. Tem um designer maravilhoso com acabamento perfeito. As folhas, besouros, lacraias e as ilustrações dão um toque a mais no livro que já é lindo, sem falar das laterais rosas que são um amorzinho.

Concluindo digo que: Esse livro é maravilhoso.

Sim! Ele e complicado, não é um livro fácil. Depois que terminado, você vai ficar semanas digerindo ele. Vai ser difícil terminar a leitura mas, o que esperar de um livro como este? Com esse tipo de enredo? Pois este não é um livro como os que costumamos pegar nas prateleiras. Ele não estar aqui para te abraçar e consolar, não! Ele estar aqui para mexer com você e te fazer enxergar coisas que você talvez nunca tivesse visto, de maneira complexa e um pouco arrastada, mas que não deixa de ser boa. Até por que, inovar e preciso, abandonar velhos hábitos e experimentar novas ideias fazem sempre bem.

Então, se você ainda não leu e quer ler, prepare seu subconsciente, pois esta é mais uma obra fantástica da DarkSide que vai te impressionar. E quer saber?! Eu aconselho que leia.

A normalidade é um comprimido amargo do qual reclamamos.

Até a próxima,

Grande beijo.



Promoção #48: Sorteio Literário de Carnaval

Sorteio de Carnaval TODOS

Olha o Carnaval aí gente!!
Como não podíamos deixar passar em branco, unimos 27 blogs para o desfilar no Sorteio Literário de Carnaval! Vamos rechear a estante de livros nesse carnaval!
Não perca tempo e participe do sorteio. São vários livros divididos em 3 kits, com 3 ganhadores por kit. Encontre o seu preferido e participe! Ou participe de todos, aqui pode!

[Crônicas de domingo] Negar-se a si mesmo



Negue-se a si mesmo! Eis a sentença! Crescemos com a visão cristã que essa frase nos remete.
Fomos ensinados de que o objetivo dessa frase, é nos ensinar a renunciar a tudo, para seguir as pegadas de Cristo.

Porém, esses dias (durante uma conversa de almas entre amigas), comecei a me questionar sobre aquilo que sou e aquilo que não sou, sobre aquilo que tenho e aquilo que não tenho. Como posso negar o que não sei se tenho? Ou como posso excluir de mim algo, que nem sei se faz parte do meu ser? Portanto, me dei conta que esse processo de negar-se começa por se conhecer.
Meu objetivo não é fazer nenhuma pregação ou estudo bíblico, muito menos te tornar cristão, ou discutir religião. Mas sim, trazer a reflexão, um movimento natural e necessário de vida, em que temos o privilégio de sermos guiados por, uma simples frase cheia de diretrizes para nos tornarmos melhor.

Seguindo esse raciocínio, quanto e quanto tempo de nossas vidas, passamos correndo atrás daquilo que não temos, ou nos lamentando por tudo o que não somos?
... Às vezes, a vida toda! E porque não dizer além da vida?! Com certeza, já ouviu ou leu em algum lugar, a respeito de alguém que morreu tentando ser ou ter algo inatingível a tempo, ou alguém que ficou conhecido, pelo seu triste fracasso de não chegar ao “topo”.

Pois é! Foi pensando nisso, que essa tão famosa frase, nasceu em mim com um sentido novo. O “Negue-se a si mesmo” pra mim, é um convite para negarmos tudo aquilo que não somos! Sim! Negarmos o fato de termos que ser e ter algo pré-definido, negarmos o peso de não poder ser feliz com aquilo que temos. Negarmos, o fardo, se temos que ser totalmente insaciáveis! Negarmos de fazer parte desse ciclo vicioso e doentio, que faz de cada um de nós rivais e não mais irmãos!
E de tanto pensar, também te convido a pegar essa contramão desse curso, e fazer esse movimento de negação, um caminho a aceitação. Fazer do seu “não”, acolhimento! É conhecer-te a ti mesmo, e quando “tomar a sua cruz”, ela não seja um fardo de dores que terá que arrastar por toda vida, porque não foi “suficiente” bom! Mas fazendo dela, uma junção de tudo o que você foi e fez de bom.

Pois na vida, é preciso de muita coragem e imensa força, para diariamente carregar sobre seus ombros a dádiva de ser plenamente bom em tudo aquilo em que se pode ser nesses breves momentos em que aqui caminhamos.



Mariane Helena

Promoção #47: Baile Literário


Olá seus lindos!

Carnaval chegando e nada melhor do que a possibilidade de ter novos livros para celebrar ainda mais esse início de 2017. Pensando nisso, os blogs Livreando, Leituras de Verão e Quanto Mais Livros Melhor se juntaram para organizar o um Baile Literário bem especial, com leituras diversas e livros bem cobiçados no momento. Não vai ficar de fora né? Nem pense! Afinal, você terá a oportunidade de bailar em diversos gêneros. Então, prepara os dedinhos, bastante atenção e vem com toda a harmonia comemorar com a gente. 💃🎊🎉

Resenha: Buracos Negros

 Título Original: Black Holes: The BBC Reith Lectures Autor: Stephen Hawking Editora: Intrínseca Páginas: 62 Ano Lançamento: 2017 

Em 2016 Stephen Hawking participou da série de palestras BBC Reith Lectures, promovida pela rede de televisão britânica BBC e transmitida pela rádio BBC 4. A cada ano uma figura proeminente em sua área é convidada a discorrer sobre temas relevantes. Naqueles meses de janeiro e fevereiro, Hawking falou sobre um assunto que há décadas ocupa lugar de destaque em suas pesquisas: os buracos negros. Em duas exposições memoráveis, um dos maiores gênios da atualidade argumenta que, se pudéssemos compreender como os buracos negros funcionam e como eles desafiam a natureza do espaço e do tempo, seríamos capazes de desvendar os segredos do universo. Insights de toda uma vida são apresentados com a lucidez e a já conhecida verve cômica de Hawking, acrescidos de notas explicativas que situam o leitor nos trechos mais cruciais. 

Musicalizando Livros: Talvez Um Dia


Hoje no nosso Musicalizando Livros teremos canções lindas e especiais. Se você ainda não conhece o livro, tenho certeza que essas músicas te deixarão no mínimo curioso para saber mais sobre a história.

O livro em destaque é Talvez Um Dia, da autora Colleen Hoover, caso queira conferir a resenha, é só clicar 👉 aqui 👈.

Essas músicas foram criadas especialmente para a história, e a maioria das letras foram formadas no decorrer das páginas, ou seja, acompanhamos durante a leitura o processo de algumas composições. Eu amo isso!

Então vem conferi com a gente e depois é só nos contar o que achou. Certo! 😉
Aperta o play!!! 🎵🎧